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Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

Procura-se um Amor Que Goste de Cinema, Parte III (ou “Eu Só Paro Quando Chegar Lá.”)


Quando eu chegar em casa, quero ser recepcionado com um sorriso seu. Um beijo, um abraço. Só não pode faltar o sorriso. Ficar todo bobo quando você me disser que chegou mais cedo só por minha causa. Que nossas brigas comecem na sala e terminem no quarto. Na cama. Quero sentir ciúmes. Mas meus ciúmes devem ser gerados por paranoia, não por motivos concretos. E sempre sua mão junto a mim enquanto eu estiver dirigindo. Na minha perna, na minha nuca, na minha mão. Que nunca haja silêncio. Prometo não deixar o silêncio dominar se você prometer também. Quero chegar em casa às 4h da manhã depois de uma noite doida contigo, ligar a TV e estar passando um filme antigo, desses que você sabe que eu gosto. E quando eu perceber, você vai ter dormido nos meus braços. Não se preocupe em esconder seus defeitos. Eu vou te amar por causa deles. Quero chegar em casa todo molhado e ver você brigando comigo porque eu esqueci o guarda-chuva. E eu vou rir, porque eu estou cansado de brigar com você pelo mesmo motivo. Que você se contamine com a minha risada. Mas não com meu choro. Quero acordar um dia com raiva do mundo, de você também, entrar no banheiro e ver um recado no espelho para mim. Qualquer coisa. “Te amo!”, “Bom dia!”, “Tenta não atrasar hoje, hein!” ou até um “Tem que pagar a tv a cabo hoje!”. E tentar permanecer indiferente a isso. Mas claro que eu não vou conseguir. Não tem como ser indiferente a qualquer coisa vindo de você. Entrar contigo no banho. E sair suado. Quero ver você com raiva de mim depois de te deixar preocupado com alguma brincadeira boba. Pedir desculpas, tentar te dar um beijo e você virar a cara. Mas eu vou te abraçar por trás e pegar no seu ponto fraco. Aí você não vai resistir. Que você nunca me beije sem vontade. Vire a cara, me diga não, mas não me beije se for um beijo vazio. Quero ir para lugares com você que eu não fazia muita questão de ir, só vou porque você pediu com jeitinho. Mas não quero que você vá para lugares comigo que você realmente não deseja. Eu prefiro ficar algumas horas separado de você que te ver ao meu lado sem vontade de estar ali. Que você entenda que existem lugares que eu vou querer ir sozinho. Não que eu te ame menos, nunca. É só que para valorizar os momentos com você eu preciso dos momentos sem você. Não quero nunca ser motivo de vergonha para você. Por favor, brigue comigo, me chame a atenção na frente de todo mundo por algo que eu esteja fazendo de “errado”. Mas não me olhe envergonhado e tente disfarçar quão embaraçado você está por minhas atitudes. Eu não aguentaria saber que você sente vergonha de mim em silêncio. Entre o grito em público e o silêncio, opte sempre pelo grito. Mas que também não grite, se possível. Nossos problemas são nossos, a gente resolve em casa. Qualquer coisa, me chame num canto, me mande uma mensagem. Nessa hora eu vou saber que você está lá por mim, cobrindo meus rastros no nosso crime perfeito. Ir a vários restaurantes, mas sempre voltar àquele favorito. Quero viajar contigo, quero conhecer os lugares que sempre vi nos filmes, olhar para o lado e ver você lá pensando a mesma coisa: a gente está aqui, finalmente está acontecendo. E no final das contas não é o lugar. É você. Sempre foi você. Quero comemorar o dia dos namorados depois de 5, 10, 20 anos juntos. E aniversários. Preparar uma mega festa surpresa e ainda assim não saber o que te dar de presente. Ouvir você sussurrar no meu ouvido. E se o pior de mim aparecer vez ou outra, quero que você não deixe de me amar. Quero que você me ame apesar disso. Porque no restante do nosso tempo junto eu vou te dar o melhor que há em mim. Você não merece menos que isso.

Procura-se um Amor que Goste de Cinema - Parte 2 (ou Facilmente Contentável com um Fairytale)


Uma vez sonhei que eu e alguém (rosto borrado, não identificado) fazíamos compras de madrugada, num desses supermercados 24h, e eu era feliz. Acordei tendo esse como um dos meus maiores objetivos, encontrar a pessoa do rosto borrado.

Quero quem esteja disposto a sair de casa tarde da noite para fazer compras só para não pegar fila. Quem chegue em casa com duas passagens para qualquer lugar num fim de semana apenas pelo prazer da diversão.
Quero alguém que me conheça como eu costumo conhecer quem amo. Quem compartilhe meu mundo, se possível antes mesmo de me conhecer.
Quero alguém na simplicidade de uma conversa, no calor do momento, quero alguém inteiramente meu. Por mais que não apenas meu.
Quero quem pense grande. Não que queira o mundo, mas que faça absoluta questão de ter tudo o que quer. E que no fim, resuma tudo a um cinema, um jantar, ao sexo.
Um sorriso. Meu, só meu.
Não quero palavras demais, quero sentir no ar a emoção, quero captar o sentimento quando menos esperar. Olhar enquanto durmo e dizer que eu fico lindo até roncando (mas eu não ronco! Ronco?)
Alguém que diga que prefere gatos quando eu apresentar meu amor por cães. Mas obviamente brincando. Amaria cães tanto ou mais que eu. Alguém que quando fala sério, me deixa sem palavras. No bom ou no mau sentido.
Quero quem não perca o romantismo por mais real que a relação seja. Mas que também entenda (e concorde) que os momentos para si são tão importantes quanto os momentos a dois.
Alguém que não goste muito de ser cobrado e que também não cobre muito. Não porque não se importa, mas porque confia no próprio taco. E confia em mim.
Uma pessoa que use a criatividade para construir momentos perfeitos. E que exija o mesmo de mim, é muito fácil se acostumar a só receber, cair na comodidade.
Alguém que não goste de ser acordado, mas que me acorde no meio da noite. Para conversar. Ou para me tirar de um pesadelo.
Não quero quem me olhe e diga "é você". Mas quem me olhe e diga "pode ser". E que me descubra. Que diga "dei sorte" no final.
E que desligue o telefone na minha cara quando estiver com raiva só porque sabe que essa é uma das coisas do mundo que eu mais odeio.
Alguém que me peça a certeza de que em outras vidas ainda estaremos juntos. Mesmo não acreditando em nada disso. Sabe como é, só por garantia.
Não quem acredite realmente em alma gêmea, mas que pelo menos considere a idéia plausível.
Alguém que deite no meu colo e fique tão parado quanto um gato enquanto eu faço carinho.
Quem tenha coragem de dizer o que eu preciso ouvir, que queira ouvir tudo o que eu tenho medo de dizer.

Alguém que me chame de lento, mas admire minha inteligência. Que queira aprender com a minha confusão e que me esclareça muito. Como por exemplo, porque está demorando tanto.
Alguém que não me iluda. Principalmente alguém que não me iluda. Que, por favor, não me faça acreditar em vão.

66. A Origem


"Odeio ter uma opinião contrária a de todo mundo. -not"

Sinopse: "A rara habilidade de Cobb (Leonardo DiCaprio) o transformou em um jogador assediado no novo mundo da espionagem corporativa, mas também o tornou um fugitivo internacional e custou-lhe tudo o que ama. Agora, Cobb recebeu como oferta uma chance de se redimir. Um último trabalho pode lhe devolver a vida, mas só se ele conseguir o impossível – a origem. Em vez do golpe perfeito, Cobb e sua equipe de especialistas têm que fazer o inverso: sua missão não é roubar uma ideia, mas plantar uma outra. Se eles conseguirem, será o crime perfeito. Mas nem todo o planejamento ou expertise podem preparar a equipe para o perigoso inimigo que parece prever cada movimento. Um inimigo que só Cobb poderia ver chegando."


Bom, antes de tudo tenho que deixar claro que Christopher Nolan ainda é um dos caras mais fodas na hora de fazer um filme na minha opinião.
Aliás, vou deixar claro que também não achei o filme ruim. Só esperava mais. Infelizmente. mas é sempre assim que funciona, não é mesmo?


Então vamos começar do começo. É brilhante sim alguém simplesmente partir do princípio de que é possível entrar nos sonhos alheios e roubar uma idéia, ou até mesmo impor uma. A esperteza está no detalhe de que em sonhos, tudo é possível. Então ao criar uma história em que manipulá-los é um ato realizável, faz tudo parecer mais interessante. Até agora, são poucas as idéias mais originais que essa que me vem a cabeça. Uma delas é a de Quentin Tarantino matando Hitler dentro de um cinema.
Só que a dificuldade em tratar desse tema é que, bem ou mal, as pessoas têm noção daquilo que está sendo passado. Não é como ler um livro do Dan Brown e ter aquilo como verdade absoluta, já que quem lê não tem idéia se o que ele escreve é verdade ou não.
E é aí que eu começo a pensar se me agradam alguns conceitos passados no filme. Por exemplo: Dizer que cada 5 minutos que passamos dormindo equivalem a 1 hora no sonho me pareceu forçado. Ainda mais quando o tempo era tão importante no desenrolar do filme. Frases como "bom, se ele vai acordar em 2 minutos, isso quer dizer que ainda temos 24 minutos para terminar o que estamos fazendo" me incomodaram. Definir uma linha de tempo exata para um sonho? Acho que não.
Mas não foi só isso. Para entrar no sonho dos outros, era necessário toda uma equipe. Cada um com uma função específica. Temos o "sonhador", o "arquiteto", o "químico", etc. A única coisa que ficou na minha cabeça é: como, dentro de um sonho, é possível você sempre ter noção da sua posição? Ou até mesmo da realidade? Quer dizer, eles estavam dormindo tanto quanto a pessoa a ser roubada. Porque eles tinham noção do que estava acontecendo e os roubados não? Ou até mesmo porque a "vítima" não entrava no sonho dos "assaltantes", porque era sempre o contrário? Quer dizer, partindo do princípio que é possível invadir o sonho do outro, o que define que esse outro não invada o seu? Não vi nenhuma resposta no filme. Então a resposta que surge na minha cabeça é: porque o diretor quis.
Então outra coisa também me ocorreu: muitas dos fatos ocorrentes ali só serviam pra explicar todos os efeitos especiais absurdamente caros. Como o fato de se incorporar ao sonho o que está acontecendo no mundo ao redor enquanto a pessoa dorme. Um celular tocando, uma música ambiente. Tudo bem, é possível que a pessoa adapte essas influências externas ao sonho mas isso não é verdade absoluta. Às vezes eu não ouço. Às vezes eu acordo direto. Não é obrigatório isso acontecer. Só que como eles iriam explicar as paredes girando e os corredores sem gravidade, não é mesmo?
Dá pra entender? O que em incomodou mais nesse filme foi ele ter tomado por verdades totais coisas que definitivamente não são. Eu nem sempre acordo quando sonho que morro, pelo amor de Deus.
São sonhos! E eu realmente acredito que a única verdade absoluta é que não existe nenhuma verdade absoluta neles.

Falei demais, eu sei. mas quero deixar claro que não achei o filme ruim. Foi muito bem criado, com ideias abusadas e, cá entre nós, um elenco que eu iria adorar ter em um filme. Desde Leonardo DiCaprio, ator que não ganha(va) lá muito a minha simpatia a Michael Caine, que em duas cenas de filme já fizeram ele provar seu valor, passando por Ellen Page, Cillian Murphy e minha amada Marion Cotillard, que só me faz apaixonar mais a cada filme.
Tenho certeza que esse elenco não é só o dos meus sonhos, dava para se fazer filmes de marcar a história com eles.
Por isso eu quando saí da sessão fiquei com o pensamento de "talvez desse mais certo se fosse mais louco". Sem regras. Ainda mais abusado.

Minha nota? 8.1

Aos que adoraram o filme e discordam de mim, um beijo e até a próxima!

65. Salt



"Who is Salt? Tô me perguntando até agora."

Sinopse: "Antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Angelina Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará o seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Salt foge, usando todas as sua habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA."


Angelina Jolie é a definição de sensualidade na minha humilde opinião. E como Evelyn Salt, seja loira, seja morena, ela mostra o motivo de ser considerada a mulher mais sexy do mundo várias e várias vezes. Mas isso não faz um filme, não é mesmo? Se fizesse, Megan Fox já teria ganhado um Oscar.
Eu não vou escrever muito, já que para poder falar bem ou falar mal do filme minuciosamente, eu precisaria citar cenas dele. Só que se eu o fizer, grande parte da graça estará perdida. Afinal de contas, o ponto chave do filme é o mistério que envolve a vida de Salt. Juntamente às cenas de ação que te fazem acreditar no impossível, com saltos entre caminhões em movimento, uma mulher magrinha metendo a porrada em todo mundo, entre outros (OK, ME fazem acreditar no impossível), esses pontos fortes garantem um dinheirinho bem gasto.
Poréééééém... nem tudo são flores. Chega um momento do filme em que eu particularmente pensei "Nada disso tem justificativa. Para mim é só uma mulher matando todo mundo."
E seria ótimo se o objetivo do personagem fosse realmente matar quem visse pela frente sem qualquer tipo de culpa. Só que nesse caso, ainda tentaram encontrar uma explicação que não me desceu muito bem.
Acho que os roteiristas não conseguem enxergar muito bem o poder de uma lavagem cerebral.
Ou então eu simplesmente não devo ter entendido o filme direito. Talvez eu tenha que dar razão à senhora que reclamou quando a luz acabou no meio do filme: "Já não dá pra entender nada e ainda param o filme no meio?!"
Enfim, não farei mais comentários sobre para que os que não assistiram não fiquem chateados.
Posso dizer que vale à pena, mas que, pensando bem, diferente do que pensei assim que saí do filme, não espero uma continuação. Talvez seja melhor deixá-la continuar matando todo mundo somente em nossas imaginações.

Nota 7,5

Odeio esperar mais de um filme.

Voltarei.


64. Wonderful World


"Mas cadê a chuva de peixes?

Sinopse: "Ben Singer (Matthew Broderick) é um cantor, filho de um ex-misantropo ,cuja visão de mundo leva a uma existência isolada. Quando o seu companheiro de quarto senegalês Ibou (Michael K. Williams) entra em coma diabético e é levado para o hospital, sua irmã Khadi (Sanaa Lathan) chega do Senegal para cuidar dele. Após Khadi e Ben se apaixonarem, as circunstâncias levam Ben a reconsiderar a sua maneira de pensar."


É como eu sempre digo, nada ganha de um filme esperto. Não me venham com Avatar ou qualquer outra coisa, filmes BEM menores me ganham por muito menos.
Esse é (mais) um exemplo. Talvez até porque tenha um "quê" de identificação. Matthew "o sumido" Broderick interpreta um cara negativista. Pessimista mesmo, simples assim. Óbvio que tem todo um motivo para ele ser assim, afinal temos que contar a história triste do personagem. O lado legal desse filme é que não é só por isso. Não é só porque ele teve problemas que ele é do jeito que é. O mostrado nessa história é que, apesar de tudo, para ser uma pessoa cética, tem todo um lado "in". Certas pessoas são assim porque são. Ponto.
E o filme continua mostrando como tudo sempre parece dar errado pra quem espera que dê. Talvez porque tenha uma misticidade que explique: pensamentos negativos atraem situações ruins e... -bored.
O que eu acredito que explique melhor é que não importa as coisas boas, um bom pessimista sempre vai enxergar melhor o lado ruim das coisas.
Não que todo o filme seja "oh céus, oh vida", coisas legais acontecem na vida do protagonista. Ele consegue valorizar isso. Mas o que torna tudo mais real é a idéia de que quando ele acha que tudo está melhorando, algo acontece que faz ele voltar ao ponto de início. Vamos lá, só eu que me vejo aqui?
E tem todo um romance, ele tentando melhorar, a relação com o amigo e a filha... Lidar com alguém assim pode ser bem chato, mas esse filme mostra o lado mais humano da coisa. Vale à pena para aqueles que não entendem e acham pessoas negativas... estranhas.

Minha nota? 8,9

Voltarei.
 
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