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Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

66. A Origem


"Odeio ter uma opinião contrária a de todo mundo. -not"

Sinopse: "A rara habilidade de Cobb (Leonardo DiCaprio) o transformou em um jogador assediado no novo mundo da espionagem corporativa, mas também o tornou um fugitivo internacional e custou-lhe tudo o que ama. Agora, Cobb recebeu como oferta uma chance de se redimir. Um último trabalho pode lhe devolver a vida, mas só se ele conseguir o impossível – a origem. Em vez do golpe perfeito, Cobb e sua equipe de especialistas têm que fazer o inverso: sua missão não é roubar uma ideia, mas plantar uma outra. Se eles conseguirem, será o crime perfeito. Mas nem todo o planejamento ou expertise podem preparar a equipe para o perigoso inimigo que parece prever cada movimento. Um inimigo que só Cobb poderia ver chegando."


Bom, antes de tudo tenho que deixar claro que Christopher Nolan ainda é um dos caras mais fodas na hora de fazer um filme na minha opinião.
Aliás, vou deixar claro que também não achei o filme ruim. Só esperava mais. Infelizmente. mas é sempre assim que funciona, não é mesmo?


Então vamos começar do começo. É brilhante sim alguém simplesmente partir do princípio de que é possível entrar nos sonhos alheios e roubar uma idéia, ou até mesmo impor uma. A esperteza está no detalhe de que em sonhos, tudo é possível. Então ao criar uma história em que manipulá-los é um ato realizável, faz tudo parecer mais interessante. Até agora, são poucas as idéias mais originais que essa que me vem a cabeça. Uma delas é a de Quentin Tarantino matando Hitler dentro de um cinema.
Só que a dificuldade em tratar desse tema é que, bem ou mal, as pessoas têm noção daquilo que está sendo passado. Não é como ler um livro do Dan Brown e ter aquilo como verdade absoluta, já que quem lê não tem idéia se o que ele escreve é verdade ou não.
E é aí que eu começo a pensar se me agradam alguns conceitos passados no filme. Por exemplo: Dizer que cada 5 minutos que passamos dormindo equivalem a 1 hora no sonho me pareceu forçado. Ainda mais quando o tempo era tão importante no desenrolar do filme. Frases como "bom, se ele vai acordar em 2 minutos, isso quer dizer que ainda temos 24 minutos para terminar o que estamos fazendo" me incomodaram. Definir uma linha de tempo exata para um sonho? Acho que não.
Mas não foi só isso. Para entrar no sonho dos outros, era necessário toda uma equipe. Cada um com uma função específica. Temos o "sonhador", o "arquiteto", o "químico", etc. A única coisa que ficou na minha cabeça é: como, dentro de um sonho, é possível você sempre ter noção da sua posição? Ou até mesmo da realidade? Quer dizer, eles estavam dormindo tanto quanto a pessoa a ser roubada. Porque eles tinham noção do que estava acontecendo e os roubados não? Ou até mesmo porque a "vítima" não entrava no sonho dos "assaltantes", porque era sempre o contrário? Quer dizer, partindo do princípio que é possível invadir o sonho do outro, o que define que esse outro não invada o seu? Não vi nenhuma resposta no filme. Então a resposta que surge na minha cabeça é: porque o diretor quis.
Então outra coisa também me ocorreu: muitas dos fatos ocorrentes ali só serviam pra explicar todos os efeitos especiais absurdamente caros. Como o fato de se incorporar ao sonho o que está acontecendo no mundo ao redor enquanto a pessoa dorme. Um celular tocando, uma música ambiente. Tudo bem, é possível que a pessoa adapte essas influências externas ao sonho mas isso não é verdade absoluta. Às vezes eu não ouço. Às vezes eu acordo direto. Não é obrigatório isso acontecer. Só que como eles iriam explicar as paredes girando e os corredores sem gravidade, não é mesmo?
Dá pra entender? O que em incomodou mais nesse filme foi ele ter tomado por verdades totais coisas que definitivamente não são. Eu nem sempre acordo quando sonho que morro, pelo amor de Deus.
São sonhos! E eu realmente acredito que a única verdade absoluta é que não existe nenhuma verdade absoluta neles.

Falei demais, eu sei. mas quero deixar claro que não achei o filme ruim. Foi muito bem criado, com ideias abusadas e, cá entre nós, um elenco que eu iria adorar ter em um filme. Desde Leonardo DiCaprio, ator que não ganha(va) lá muito a minha simpatia a Michael Caine, que em duas cenas de filme já fizeram ele provar seu valor, passando por Ellen Page, Cillian Murphy e minha amada Marion Cotillard, que só me faz apaixonar mais a cada filme.
Tenho certeza que esse elenco não é só o dos meus sonhos, dava para se fazer filmes de marcar a história com eles.
Por isso eu quando saí da sessão fiquei com o pensamento de "talvez desse mais certo se fosse mais louco". Sem regras. Ainda mais abusado.

Minha nota? 8.1

Aos que adoraram o filme e discordam de mim, um beijo e até a próxima!

65. Salt



"Who is Salt? Tô me perguntando até agora."

Sinopse: "Antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Angelina Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará o seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Salt foge, usando todas as sua habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA."


Angelina Jolie é a definição de sensualidade na minha humilde opinião. E como Evelyn Salt, seja loira, seja morena, ela mostra o motivo de ser considerada a mulher mais sexy do mundo várias e várias vezes. Mas isso não faz um filme, não é mesmo? Se fizesse, Megan Fox já teria ganhado um Oscar.
Eu não vou escrever muito, já que para poder falar bem ou falar mal do filme minuciosamente, eu precisaria citar cenas dele. Só que se eu o fizer, grande parte da graça estará perdida. Afinal de contas, o ponto chave do filme é o mistério que envolve a vida de Salt. Juntamente às cenas de ação que te fazem acreditar no impossível, com saltos entre caminhões em movimento, uma mulher magrinha metendo a porrada em todo mundo, entre outros (OK, ME fazem acreditar no impossível), esses pontos fortes garantem um dinheirinho bem gasto.
Poréééééém... nem tudo são flores. Chega um momento do filme em que eu particularmente pensei "Nada disso tem justificativa. Para mim é só uma mulher matando todo mundo."
E seria ótimo se o objetivo do personagem fosse realmente matar quem visse pela frente sem qualquer tipo de culpa. Só que nesse caso, ainda tentaram encontrar uma explicação que não me desceu muito bem.
Acho que os roteiristas não conseguem enxergar muito bem o poder de uma lavagem cerebral.
Ou então eu simplesmente não devo ter entendido o filme direito. Talvez eu tenha que dar razão à senhora que reclamou quando a luz acabou no meio do filme: "Já não dá pra entender nada e ainda param o filme no meio?!"
Enfim, não farei mais comentários sobre para que os que não assistiram não fiquem chateados.
Posso dizer que vale à pena, mas que, pensando bem, diferente do que pensei assim que saí do filme, não espero uma continuação. Talvez seja melhor deixá-la continuar matando todo mundo somente em nossas imaginações.

Nota 7,5

Odeio esperar mais de um filme.

Voltarei.


64. Wonderful World


"Mas cadê a chuva de peixes?

Sinopse: "Ben Singer (Matthew Broderick) é um cantor, filho de um ex-misantropo ,cuja visão de mundo leva a uma existência isolada. Quando o seu companheiro de quarto senegalês Ibou (Michael K. Williams) entra em coma diabético e é levado para o hospital, sua irmã Khadi (Sanaa Lathan) chega do Senegal para cuidar dele. Após Khadi e Ben se apaixonarem, as circunstâncias levam Ben a reconsiderar a sua maneira de pensar."


É como eu sempre digo, nada ganha de um filme esperto. Não me venham com Avatar ou qualquer outra coisa, filmes BEM menores me ganham por muito menos.
Esse é (mais) um exemplo. Talvez até porque tenha um "quê" de identificação. Matthew "o sumido" Broderick interpreta um cara negativista. Pessimista mesmo, simples assim. Óbvio que tem todo um motivo para ele ser assim, afinal temos que contar a história triste do personagem. O lado legal desse filme é que não é só por isso. Não é só porque ele teve problemas que ele é do jeito que é. O mostrado nessa história é que, apesar de tudo, para ser uma pessoa cética, tem todo um lado "in". Certas pessoas são assim porque são. Ponto.
E o filme continua mostrando como tudo sempre parece dar errado pra quem espera que dê. Talvez porque tenha uma misticidade que explique: pensamentos negativos atraem situações ruins e... -bored.
O que eu acredito que explique melhor é que não importa as coisas boas, um bom pessimista sempre vai enxergar melhor o lado ruim das coisas.
Não que todo o filme seja "oh céus, oh vida", coisas legais acontecem na vida do protagonista. Ele consegue valorizar isso. Mas o que torna tudo mais real é a idéia de que quando ele acha que tudo está melhorando, algo acontece que faz ele voltar ao ponto de início. Vamos lá, só eu que me vejo aqui?
E tem todo um romance, ele tentando melhorar, a relação com o amigo e a filha... Lidar com alguém assim pode ser bem chato, mas esse filme mostra o lado mais humano da coisa. Vale à pena para aqueles que não entendem e acham pessoas negativas... estranhas.

Minha nota? 8,9

Voltarei.

63. Par Perfeito


"Sr. e Sra. Smith versão baixa qualidade"

Sinopse: "Jen (Katherine Heigl), conhece o homem perfeito. Seu nome é Spencer (Ashton Kutcher), ele é bonitão, educado e inteligente. Mas o que Jen não sabe, é que Spencer ganha a vida como matador de aluguel, contratado pelo governo. Eles vivem o casamento dos sonhos até que em uma bela manhã, o casal descobre que Spencer é o alvo de um golpe milionário."


Nem vou falar muito. Só posso dizer o seguinte: eu realmente gostei de Sr. e Sra. Smith, sabe. Era engraçado ver aquele bando de gente disfarçada surgindo do nada querendo matar Brad Pitt e Angelina Jolie. O mais interessante era ver que os dois faziam as mesmas coisas, matar. Tipo feitos um para o outro. E desconheciam esse lado do marido/esposa.
Aí me vem esse filme com a MESMA história, só que apenas um deles é agente secreto. Então põem um monte de gente disfarçada atrás dele (com direito a recompensa, como no outro) e começa a aventura dele junto à esposa correndo de carro pela cidade e dando tiro. Funcionou da primeira vez. Não funciona mais.
Eu tenho simpatia pelo casal principal desse filme, Ashton Kutcher e Katherine Heigl até fazem um casal bonitinho. Mas pelo amor de Deus, é automático a gente querer compará-los ao casal-mais-fodástico-eva Pitt-Jolie. Adivinha quem ganha no quesito química? E não importa que tipo de química, vai desde carão na hora de apontar arma um pro outro a cenas hot de sexo selvagem.
Ou seja, como o filme, o casal é total versão piorada.
Bom, deixando de lado o fato que o filme é cópia mal feita (pelo menos na minha opinião), temos também o detalhe importante que a história não acontece. É mísera 1h30min de filme para que em 1h20min Kutcher tenha descoberto que o chefe morreu e mais nada. Não sabe quem está tentando matá-lo, porque diabos querem ele morto, nadinha. Para nos 10 últimos minutos de filme, voilà! Surgir uma explicação das mais idiotas, que resolve tudo e pronto. Acabou o filme.

Se desse para me imaginar fazendo uma expressão facial, seria essa: ¬¬

Tem lá uma cena ou outra engraçada mas o resultado final foi frustração.

Nota 5.6

Estréia dia 27 de Agosto nos Cinemas. Não percam! -NOT

62. Adivinhe Quem Vem Para Jantar


"Uma Grande Declaração de Amor"

Sinopse: "Em São Francisco, Matt Drayton (Spencer Tracy) e Christina Drayton (Katharine Hepburn), um conceituado casal, se choca ao saber que Joey Drayton (Katharine Houghton), sua filha, está noiva de John Prentice (Sidney Poitier), um negro. A partir de então dão início à uma tentativa de encontrar algo desabonador no pretendente, mas só descobrem qualidades morais e profissionais acima da média."


É engraçado que já em 1967, numa época em que mais de dez estados americanos consideravam crime um casamento interracial, era possível encontrar filmes "alternativos" ao tema racismo. Enquanto a grande maioria trata o tema com violência e segregação, em Adivinhe Quem Vem Para Jantar é o oposto, vemos como uma jovem liberal e determinada decide incluir em sua família tipicamente branca um rapaz negro por quem se apaixona.
Até aí tudo bem. Para enfatizar a dificuldade que os pais dela têm a aceitar esse casamento, existe a questão de tempo. Afinal, ela se apaixona e eles decidem casar em apenas 10 dias.
Aliás, esse é um ponto interessante. Quando comecei a assistir, pensei logo "pô, inaceitável um roteiro em que eles se apaixonem tão rápido e os pais aceitem o casamento de boa!".
Só que então caiu a ficha de que esse era um ponto necessário para que não houvesse hipocrisia. O interessante era mostrar que o tempo não importava. O que importava era a raça. O que quer dizer, e chega até a ser dito no fim pelo personagem de Spencer Tracy, pai da jovem, que o problema que ele estava enfrentando ali era sim quanto ao fato do noivo da filha ser negro, sem qualquer outra desculpa.
E se tratando de um roteiro ótimo, vemos também que esse mesmo personagem confronta suas próprias convicções, já que se vê indeciso em apoiar o casamento da filha quando sempre foi liberal e a ensinou a se comportar sem qualquer tipo de preconceito. Esse é o tapa com luva de pelica. "Eu ensinei que não deve tratar ninguém diferente e ela se apaixona por um negro. E agora, José?"
É interessante que até a empregada negra da família trata mal o noivo. Afinal de contas, racismo ente raça nunca foi incomum.
Resumindo, eu acho ótima a maneira com a qual o assunto é tratado. E apesar de não engolir muito bem a reação das mães do casal, que se põem indiscutivelmente a favor dos filhos alegando ver o enorme amor entre eles (isso durante algumas horas na mesma sala), esse foi um ótimo ponto para percebermos a relação dos pais, de como as mães sentem falta do romance que vêem na relação dos filhos.
O que deixa brecha para uma das maiores declarações que já vi em um filme, quando Tracy, para enfim dar sua resposta acerca do casamento, lembra a Katharine Hepburn o quanto a ama:


Sabe o mais interessante?

Nos últimos minutos, as lágrimas derramadas por Katharine Hepburn, durante o comovente discurso proferido pelo personagem de Spencer Tracy foram, segundo ela própria, verdadeiras, pois ambos sabiam que aquele seria o último filme deles. Eles foram amantes por muitos anos mas Tracy, sendo católico, jamais tomou a decisão de se divorciar de Louise Treadwell, com quem foi casado por 44 anos.


Então, gostei. Minha nota será 8.7

See u soon.

Javier Bardem e Penelope Cruz se Casam em Bahamas




O casal de atores Javier Bardem e Penelope Cruz se casou no início do mês nas Bahamas, segundo a agência que representa a atriz.

A cerimônia foi apenas para a família em uma casa de amigos. Cruz usou um vestido de John Galliano.

Os atores começaram a namorar em 2007, mas se conhecem há mais de vinte anos. Este é o primeiro casamento dos dois atores. Penelope Cruz, que tem 36 anos e já havia namorado Tom Cruise, ganhou um Oscar por sua atuação em "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen, em 2009. Bardem, 41, também ganhou o prêmio, porém um ano antes, por "Onde os fracos não tem vez".

A confirmação do romance aconteceu no Festival de Cannes, quando Bardem dedicou a Palma de Ouro a "minha amiga, minha companheira, meu amor". "Penelope, te devo muitas coisas e te quero muito", disse o ator à atriz, que se emocionou da primeira fila.

Eles agora fazem parte de um clube seleto de casais vencedores de Oscar, que inclui Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones, Peter Jackson e Fran Walsh, Joel Coen e Frances McDormand, e os compositores Alan e Marilyn Bergman.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,penelope-cruz-se-casa-com-javier-bardem-em-bahamas,581033,0.htm


Acho que a foto lá de cima disse tudo. Isso não é um casamento, é uma fusão de poderes. Qualquer coisa derivada daí será aquela que tirará Lady Gaga do poder.

61. Eclipse


"Tag = Comédia"

Sinopse: "Bella (Kristen Stewart) encontra-se novamente rodeada de perigo quando Seattle é devastada por uma série de assassinatos misteriosos e uma vampira maliciosa continua sua busca por vingança. No meio de tudo isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward (Robert Pattinson) e sua amizade com Jacob (taylor Lautner) – sabendo que sua decisão tem potencial para inflamar a luta entre vampiros e lobisomens. Com sua formatura se aproximando rapidamente, Bella é confrontada com a decisão mais importante de sua vida."


Pois bem, vamos colocar "zona nessa ordem". Depois de textos nada a ver e exposições de vida, voltamos ao objetivo do nosso blog. Falar de filmes.
Nada melhor que voltarmos com um filme da saga Crepúsculo. Aí nosso objetivo se torna falar mal de filmes.
Eu não vou perder tempo descrevendo a história porque todo mundo sabe o que acontece. Eu, como bom fã que sou e parei de ler no segundo livro, não conhecia a história e ainda assim já tinha uma boa noção. É tão óbvio que já é "in" para alguns. E não adianta dizer que não faz idéia do que se trata que não porque faz sim.
Então o que eu tenho que dizer é: ri do começo ao fim.Ri do verbo gargalhei alto mesmo. Eu passaria horas aqui escrevendo sobre todos os pequenos detalhes que me fizeram revirar na poltrona do cinema, mas tem um vídeo que me faz economizar tempo e palavras.


Pois bem, após isso, eu só posso acrescentar que os vampiros quebram. Eles não morrem, eles não jorram sangue, eles quebram, como se fossem mármore, sei lá. Tipo, OI? Minha atenção já tinha sido chamada a esse fato por @AirtonGabriel, mas a parada é pior do que eu pensava.
Sabe qual o pior? eu não posso nem criticar o filme, porque fora o fato de eles quebrarem (até onde eu saiba), tudo o que acontece de ridículo lá acontece no livro também. A culpa é toda da Stephenie Meyer.

Só me resta dar nota 6,2 e dizer que achei o segundo filme melhor. Prontofalei.

Volto soon.

OBS.: A cara de Edward feita pelo Felipe Neto é a melhor eva.

Procura-se um Amor que Goste de Cinema


...mas não tanto quanto eu. Tem que ter bom gosto para filme, mas tem que ter seu próprio hobby.
E tem que discordar bastante do meu gosto. Só que não pode discordar se for me ofender. Tem certas coisas que não se discordam.
Tem que ter personalidade. A beleza não é nada se não souber se portar. O saber conversar, a opinião forte é o que me interessa. Quero ter orgulho dessa pessoa quando se envolver em uma discussão.
Por quê?
Porque ela tem conhecimento, sabe do que está falando, e, diferente de mim, não perde a calma. A famosa classe.
Os defeitos têm que existir e têm que ser muitos! Mas não se aplicam a mim. Entende? Se não estiver aí para porra nenhuma, se preocupa comigo. Se for egoísta, vai fazer questão que eu tenha metade de tudo.
Sabe o que é? É que quando você quer sair, fazer alguma coisa, e sempre tá todo mundo muito ocupado... Melhor, se você simplesmente não quer se sentir sozinho de vez em quando. Quando você vê que tudo tá perfeito pra alguns e pra você não tá tão bom assim. É saber, é ter a certeza que, no final, pelo menos você vai ter alguém pra quem se voltar.
Eu quero um amor que goste de cinema e que esteja "lá". "Lá", pensando em mim, quando eu olho nos olhos dos outros e acho que não tem ninguém fazendo isso. Quero alguém que apareça do nada e me leve para almoçar porque estava com saudade.
Não tem que ficar expondo sentimento do nada, a esmo, mas dentro de um contexto. E se o fizer, tem que fazer com os olhos cheios e o sorriso aberto. Eu preciso ouvir "eu amo você" não com frequência, mas com intensidade.
Eu quero a pessoa mais otimista do mundo. E que goste do meu jeito pessimista. Mas que nunca, NUNCA se deixe levar por ele.
Meu amor não pode deixar de ter vida própria. Tem que ter amigos e não se afastar deles. Tem que me apresentar e rezar pra eles me aprovarem, porque a opinião deles pesa demais.
E é óbvio que também vai ter que se esforçar para ser aprovado pelos meus. Tem que fazer dos meus amigos, seus. Tem que gostar deles, mas não só porque eu gosto.
Nada também de muita proximidade. Os amigos são meus.
Tem que ter seus segredos. Se não, perde o charme. Mas não pode mentir. Pelo menos sobre nada sério.
Tem que gostar de conversar. Não pode deixar o assunto morrer. E vai insistir se eu não quiser conversar. Vai saber se tiver alguma coisa errada e me fazer contar. Sem obrigação, apenas vai querer saber o que acontece comigo.
Vai me trazer um chocolate da rua. E me acordar no meio da noite para fazer perguntas bestas.
Zoar meu gosto musical. Que goste de dançar. Desligar o computador na luz quando eu não der atenção ao que está falando.
Me olhar com olhos de dor quando eu não medir minhas palavras em uma briga. Se sentir culpado mas não demonstrar quando eu olhar com olhos de dor às palavras não medidas dele.
Eu procuro um amor que goste de cinema, seja humano e esteja "lá". Porque eu estou "lá" esperando.

Mostra de Filmes com Audrey Hepburn - um Ícone de Moda


Amanhã, dia 06/07/2010 começa No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) uma das amostras mais esperadas do século: uma sequência com os filmes mais famosos e adoráveis de Audrey Hepburn, uma das atrizes mais influentes na Moda Mundial.
Quanto a ser a mais esperada do século, OK, essa é minha opinião, mas é válido para os fãs como eu irem e poderem dizer que assistiram aos filmes da Audrey no cinema.

Os filmes apresentados serão:

06.07 (terça)
19h30 - “A Princesa e o Plebeu” (Roman Holiday, 1953), de William Wyler

07.07 (quarta)
19h30 – “Sabrina” (Sabrina, 1954), de Sameul Taylor

08.07 (quinta)
19h30 – “Cinderela em Paris” (Funny Face, 1957), de Stanley Donen

09.07 (sexta)
19h30 - “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s, 1961), de Blake Edwards

10.07 (sábado)
15h – “My Fair Lady” (My Fair Lady, 1963), de George Cukor
18h – “Guerra e Paz” (War and Peace, 1956), de King Vidor

11.07 (domingo)
18h30 – “Quando Paris Alucina” (Paris When It Sizzles, 1964), de Richard Quine.

E sabem a melhor parte? Todos os filmes (eu disse todos!) por apenas míseros 5 reais.
Chega quase a ser um desrespeito.

Só um toque aos desavisados: existe distribuição de senha, então não apareça na hora do filme esperando conseguir lugar. Ainda mais sexta-feira, que estará cheio de posers em Bonequinha de Luxo.

Só também não cheguem antes de mim porque quero garantir minha entrada, ok?

Para quem quiser maiores informações, aqui vai o site do CCBB:


E para ler um texto sobre a Audrey e sua influência na moda, aqui vai a fonte das informações:




Vejo vocês lá. Ou não, né.

60. Kick Ass - Quebrando Tudo


"Nonsense. No melhor sentido da palavra."

Sinopse: "Kick Ass conta a história do adolescente comum Dave Lizewski (Aaron Johnson), um fã de revistas em quadrinhos que decide transformar suaobsessão em inspiração, tornando-se um super-herói na vida real. Como todo bom super-herói faz, ele escolhe um novo nome -- Kick Ass --, arruma um uniforme e uma máscara e começa a combater o crime. Sóexiste um único problema - Kick Ass não tem absolutamente nenhumsuper poder. Sua vida muda para sempre quando ele inspira uma sub-cultura de imitadores e conhece uma dupla de vigilantes malucos -- uma garota de 11 anos empunhando uma espada, chamada Hit Girl(Chloe Moretz) e seu pai, Big Daddy (Nicolas Cage) e cria uma amizade com outro super-herói iniciante, Red Mist (Chris Mintz-Plasse). Porém, graças aos esquemas de um chefe da máfia local, Frank´Dmico (Mark Strong), esta nova aliança é posta à prova."



Esse filme é mais uma demonstração de que o Cinema não nos deve nada. Ele parte do princípio que, ao mesmo tempo que é idiota acreditar que uma pessoa normal pode ser um super-herói, é possível eles existirem. E o melhor, o super-herói mais forte pode ser uma garotinha de 11 anos.
Kick Ass tem uma história com sequências dignas de Tarantino. Muito sangue, muitas armas e muita gente explodindo. Seria só mais um filme sanguinolento, não fosse a parte altamente cômica do filme. Começando pela cena em que um geek deseja fazer um bem pelo mundo, resolve lutar com bandidos e toma uma facada. Não sendo suficiente, ainda é atropelado em seguida.
Então, quando você acredita que será uma comédia repleta de cenas hilárias com o mocinho se fudendo das piores maneiras, entra o elenco forte do filme, com Chloe Moretz roubando a cena no papel de Hit Girl e o veterano Nicolas Cage como Big Daddy, os verdadeiros heróis. Se bem que não tão heróis assim, já que para poderem ter toda a tecnologia que usam, roubam o dinheiro dos bandidos que matam (sem culpa). Uma coisa meio Robin Hood sem a parte de distribuir para os pobres.
Como eu disse, o Cinema não deve nada a ninguém. Um geek como personagem principal? Tudo bem, isso é comum em comédias, mas daí a ele se dar bem inventando um herói "Kick Ass" que vira fenômeno no Youtube?
E uma garota de 11 anos que é mestre em artes marciais, manejamento de armas e atira na cabeça de homens sem o menor pingo de remorso?
Provavelmente há quem vá achar esse filme ridículo ou absurdo, mas eu acho que foi uma loucura que eu faria.
Humor na dose certa, sangue em excesso, sem qualquer pudor, total ausência de moral e pra terminar bem, fantasias coloridas beirando o ridículo. A união disso deu muito certo para mim.

Nota 8,4

Espero estar de volta em breve.

59. Patrik 1,5

"Cheio de altos e baixos. Como tem que ser."

Sinopse: "O casal gay Göran (Gustaf Skarsgård) e Sven (Torkel Petersson) conseguiu permissão para adotar Patrik (Thomas Ljungman), um órfão sueco de um ano e seis meses. Mas quando o menino chega, ele não é bem o que eles esperavam. Houve um erro na idade do garoto, e os pais receberam um jovem homofóbico de 15 anos com um passado criminoso."




Depois de milênios sem escrever aqui, talvez Patrik 1,5 não seja a melhor opção pra um retorno. E eu tenho que admitir, vi esse filme há um tempinho. Escrever sobre ele agora fica um pouco mais complicado. Mas tenho que fazê-lo. Então vamos lá.
O filme, como descrito na sinopse, acontece em cima de uma pequena confusão (inaceitável) sobre a idade de Patrik, que faz o casal que deseja adotar um recém-nascido receber em casa um adolescente.
Por um lado, na minha opinião os personagens se tornam meio caricatos devido a isso. Temos o "gay mãe", que deseja um filho mais que tudo e consegue se aproximar do adolescente rebelde. Temos o "gay pai", que é revolto, alcoólatra, já foi casado com uma mulher e tem uma filha, com direito a tatuagem e tudo. Enfim, o macho da relação.
E temos por fim o adolescente rebelde. Que odeia os gays, tem pequenos furtos no currículo, mas, como não podia deixar de ser, possui uma habilidade especial e no fundo tem um bom coração.
Então, cá entre nós, esse filme tem tudo para dar errado.
Só que, diferentemente do esperado, quem assiste acaba sendo cativado por eles. O espectador no fim admira o jeito cuidadoso de Goran, se comove pela situação difícil pela qual Patrik passa e torce por uma mudança de atitude de Sven, o que acredito, deve ser a maior resposta que um diretor pode esperar. Exatamente o que ele quer é que os personagens caricatos te ganhem. E esses me ganharam.
Está longe de ser um filme cheio de qualidades, com um ótimo roteiro, uma história super bem elaborada (pelo amor, né, aqui no Brasil o casal que passasse por uma situação dessas estaria sem o garoto e podre de rico por ter posto o caso na justiça), nem nada do tipo.
Porém, tenho que admitir que o fim do filme foi extremamente marcante. Há muito tempo eu não vejo um filme com temática gay que tenha um final feliz digno. Eu digo digno porque os que tem final feliz em geral são comédias idiotas que não valem à pena serem comentadas.
E eu digo isso do final feliz porque sempre que esse tema é abordado, parece voltamos ao Romantismo, em que ser gay teoricamente se assemelha a ser cortesã. Ou seja, um amor muito bonito mas com morte no fim. (Não é mesmo, Lucíola?)
E outro ponto que eu lembro bem foi a última cena, ao som de "Here You Come Again". Quem conhece a música, entende.

Esses poucos fortes serviram para compensar os pontos fraquinhos. Então minha nota é 7,5.

Volto em breve com mais.

58. Sex And The City 2


"Uma celebração ao mundo contemporâneo."

Sinopse: "A diversão, a moda, a amizade: Sex and the City 2 trás tudo isso de volta e muito mais quando Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) arrasam novamente pela Big Apple - e outros lugares - dando continuidade às suas vidas atarefadas e seus amores conturbados em uma sequência realmente brilhante."


Pois bem, o filme começa com um casamento gay. Um casamento gay onde o "padre/juíz de paz/whatever" é Liza Minelli. Atriz essa que logo em seguida começa a cantar Single Ladies. Não tem como se tratar de outro filme, era Sex and The City na tela.
A partir daí, temos quase 3 horas de filme de pura passarela. Nada acontece em momento algum, apenas desculpas para falar de moda, sexo e elogiar New York. Ou então mostrar quão poderosas são, mudar de roupa a cada 2 minutos de filme, conversar sobre homens e sexo, viajar para o "Novo" Oriente Médio, mudar de roupa novamente e não fazer nada.
Convenhamos, ninguém assiste a esse filme pela história. Filme nenhum no mundo faria sucesso porque a esposa viajou, beijou outro homem e depois liga para o marido para pedir desculpas (versão resumida da história pobre que assistimos no cinema). Esse filme é simplesmente uma maneira de fazer as pessoas sonharem com outra vida sentadas na poltrona do cinema.
Desde a última coleção Summer/Spring de Milão a participações ínfimas de atores e cantores consagrados (Penelope Cruz e Miley Cyrus que o digam), tudo nesse filme evoca dinheiro e glamour, o que eu acredito que foi o grande objetivo do diretor.
Levemos em conta que em algumas cenas ele perde a noção. A última coleção de Louis Vuitton por debaixo dos turbantes? Scarpin (versão de salto alto para os leigos) no meio do deserto? Hmm, acho que não.

Enfim, vamos aos fatos. Eu sou um cara contemporâneo e eu amo o mundo que vivo. Então sim, eu gostei de Sex and The City. Me diverti com a crise de meia idade da Samantha, dos ciúmes da Charlotte, dos medos da Carrie e da insignificância da Miranda.

Nota 7.7

Eu acho que deveria estar mais imparcial para escrever sobre esse filme, mas enfim.

Volto em breve.
 
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