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Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

66. A Origem


"Odeio ter uma opinião contrária a de todo mundo. -not"

Sinopse: "A rara habilidade de Cobb (Leonardo DiCaprio) o transformou em um jogador assediado no novo mundo da espionagem corporativa, mas também o tornou um fugitivo internacional e custou-lhe tudo o que ama. Agora, Cobb recebeu como oferta uma chance de se redimir. Um último trabalho pode lhe devolver a vida, mas só se ele conseguir o impossível – a origem. Em vez do golpe perfeito, Cobb e sua equipe de especialistas têm que fazer o inverso: sua missão não é roubar uma ideia, mas plantar uma outra. Se eles conseguirem, será o crime perfeito. Mas nem todo o planejamento ou expertise podem preparar a equipe para o perigoso inimigo que parece prever cada movimento. Um inimigo que só Cobb poderia ver chegando."


Bom, antes de tudo tenho que deixar claro que Christopher Nolan ainda é um dos caras mais fodas na hora de fazer um filme na minha opinião.
Aliás, vou deixar claro que também não achei o filme ruim. Só esperava mais. Infelizmente. mas é sempre assim que funciona, não é mesmo?


Então vamos começar do começo. É brilhante sim alguém simplesmente partir do princípio de que é possível entrar nos sonhos alheios e roubar uma idéia, ou até mesmo impor uma. A esperteza está no detalhe de que em sonhos, tudo é possível. Então ao criar uma história em que manipulá-los é um ato realizável, faz tudo parecer mais interessante. Até agora, são poucas as idéias mais originais que essa que me vem a cabeça. Uma delas é a de Quentin Tarantino matando Hitler dentro de um cinema.
Só que a dificuldade em tratar desse tema é que, bem ou mal, as pessoas têm noção daquilo que está sendo passado. Não é como ler um livro do Dan Brown e ter aquilo como verdade absoluta, já que quem lê não tem idéia se o que ele escreve é verdade ou não.
E é aí que eu começo a pensar se me agradam alguns conceitos passados no filme. Por exemplo: Dizer que cada 5 minutos que passamos dormindo equivalem a 1 hora no sonho me pareceu forçado. Ainda mais quando o tempo era tão importante no desenrolar do filme. Frases como "bom, se ele vai acordar em 2 minutos, isso quer dizer que ainda temos 24 minutos para terminar o que estamos fazendo" me incomodaram. Definir uma linha de tempo exata para um sonho? Acho que não.
Mas não foi só isso. Para entrar no sonho dos outros, era necessário toda uma equipe. Cada um com uma função específica. Temos o "sonhador", o "arquiteto", o "químico", etc. A única coisa que ficou na minha cabeça é: como, dentro de um sonho, é possível você sempre ter noção da sua posição? Ou até mesmo da realidade? Quer dizer, eles estavam dormindo tanto quanto a pessoa a ser roubada. Porque eles tinham noção do que estava acontecendo e os roubados não? Ou até mesmo porque a "vítima" não entrava no sonho dos "assaltantes", porque era sempre o contrário? Quer dizer, partindo do princípio que é possível invadir o sonho do outro, o que define que esse outro não invada o seu? Não vi nenhuma resposta no filme. Então a resposta que surge na minha cabeça é: porque o diretor quis.
Então outra coisa também me ocorreu: muitas dos fatos ocorrentes ali só serviam pra explicar todos os efeitos especiais absurdamente caros. Como o fato de se incorporar ao sonho o que está acontecendo no mundo ao redor enquanto a pessoa dorme. Um celular tocando, uma música ambiente. Tudo bem, é possível que a pessoa adapte essas influências externas ao sonho mas isso não é verdade absoluta. Às vezes eu não ouço. Às vezes eu acordo direto. Não é obrigatório isso acontecer. Só que como eles iriam explicar as paredes girando e os corredores sem gravidade, não é mesmo?
Dá pra entender? O que em incomodou mais nesse filme foi ele ter tomado por verdades totais coisas que definitivamente não são. Eu nem sempre acordo quando sonho que morro, pelo amor de Deus.
São sonhos! E eu realmente acredito que a única verdade absoluta é que não existe nenhuma verdade absoluta neles.

Falei demais, eu sei. mas quero deixar claro que não achei o filme ruim. Foi muito bem criado, com ideias abusadas e, cá entre nós, um elenco que eu iria adorar ter em um filme. Desde Leonardo DiCaprio, ator que não ganha(va) lá muito a minha simpatia a Michael Caine, que em duas cenas de filme já fizeram ele provar seu valor, passando por Ellen Page, Cillian Murphy e minha amada Marion Cotillard, que só me faz apaixonar mais a cada filme.
Tenho certeza que esse elenco não é só o dos meus sonhos, dava para se fazer filmes de marcar a história com eles.
Por isso eu quando saí da sessão fiquei com o pensamento de "talvez desse mais certo se fosse mais louco". Sem regras. Ainda mais abusado.

Minha nota? 8.1

Aos que adoraram o filme e discordam de mim, um beijo e até a próxima!

65. Salt



"Who is Salt? Tô me perguntando até agora."

Sinopse: "Antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Angelina Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará o seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Salt foge, usando todas as sua habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA."


Angelina Jolie é a definição de sensualidade na minha humilde opinião. E como Evelyn Salt, seja loira, seja morena, ela mostra o motivo de ser considerada a mulher mais sexy do mundo várias e várias vezes. Mas isso não faz um filme, não é mesmo? Se fizesse, Megan Fox já teria ganhado um Oscar.
Eu não vou escrever muito, já que para poder falar bem ou falar mal do filme minuciosamente, eu precisaria citar cenas dele. Só que se eu o fizer, grande parte da graça estará perdida. Afinal de contas, o ponto chave do filme é o mistério que envolve a vida de Salt. Juntamente às cenas de ação que te fazem acreditar no impossível, com saltos entre caminhões em movimento, uma mulher magrinha metendo a porrada em todo mundo, entre outros (OK, ME fazem acreditar no impossível), esses pontos fortes garantem um dinheirinho bem gasto.
Poréééééém... nem tudo são flores. Chega um momento do filme em que eu particularmente pensei "Nada disso tem justificativa. Para mim é só uma mulher matando todo mundo."
E seria ótimo se o objetivo do personagem fosse realmente matar quem visse pela frente sem qualquer tipo de culpa. Só que nesse caso, ainda tentaram encontrar uma explicação que não me desceu muito bem.
Acho que os roteiristas não conseguem enxergar muito bem o poder de uma lavagem cerebral.
Ou então eu simplesmente não devo ter entendido o filme direito. Talvez eu tenha que dar razão à senhora que reclamou quando a luz acabou no meio do filme: "Já não dá pra entender nada e ainda param o filme no meio?!"
Enfim, não farei mais comentários sobre para que os que não assistiram não fiquem chateados.
Posso dizer que vale à pena, mas que, pensando bem, diferente do que pensei assim que saí do filme, não espero uma continuação. Talvez seja melhor deixá-la continuar matando todo mundo somente em nossas imaginações.

Nota 7,5

Odeio esperar mais de um filme.

Voltarei.


 
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