RSS
Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

54. Alice No País Das Maravilhas



"Cortem-lhe a cabeça!"

Sinopse: "Aos 19 anos, Alice (Mia Wasikowska) volta ao País das Maravilhas, fugindo de um casamento arranjado. No mundo mágico, ela reencontra os personagens estranhos, como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), a Rainha Branca (Anne Hathaway) e a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), inspirados na obra de Lewis Carroll. É nessa jornada fantástica que a jovem tentará encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha."


Não vou mentir, quando esse filme foi anunciado há anos, fiquei na expectativa durante muito tempo, pensando "Tim Burton e um dos contos literários mais dúbios de toda a história? Impossível sair algo ruim daí".
Só que, quando o finalmente chegou às telonas, o nível de decepção na opinião alheia foi bem alta. Eu fiquei meio sem reação, estava fora de questão o filme ser ruim, os outros que tinham mau gosto. Fora que a má reputação de um filme sempre me chama mais para ele, eu tenho tendência a achar que realmente é todo mundo que tem gosto duvidoso.
Então caiu minha ficha. Era Tim Burton, sim. Mas fazendo um filme para a Disney. Inclusive um dos motivos pelo qual não assisti ao filme no cinema. Só tinham sessões dubladas! A não ser em cinemas muito específicos ou em sessões com horários completamente inapropriados.
Levando isso em consideração, posso falar do filme mais diretamente. Eu, apesar de não ter me decepcionado nem um pouco, entendo bem a razão pela qual as pessoas saíram esperando mais. Quer dizer, ele é engenhoso. Mas no fim das contas, ainda se trata de uma aventura (não tão) infantil, onde Alice (que eu ainda não adivinhei se seria a desconhecida Mia Wasikowska ou apenas uma versão mais nova de Gwineth Paltrow) se torna uma heroína que tem que matar o dragão no fim.
Óbvio que o filme tem várias partes realmente boas. Os efeitos visuais mostram que realmente estamos entrando em uma nova fase do cinema - preparem seus bolsos, as coisas ficarão um pouco mais caras agora.
A recuperação dos personagens foi realmente muito bem feita, principalmente a do Gato (na minha opinião). Aquele sorriso dele me assusta tanto no filme quanto no desenho. Acho que isso já diz o suficiente.
Sou suspeito para falar dos atores, afinal, Johnny Depp e Helena Bonham Carter para mim são atores que sempre me farão perder tempo assistindo-os, não importa onde ou quando. E se estão juntos então...
Falando nisso, cá entre nós, o filme deveria se chamar "Chapeleiro no País das maravilhas". Ou só eu achei que o filme foi completamente dele?
E a história, por mais "Disney" que fosse, não deixou muito a desejar. Como eu disse , tem sempre uma cena ou outra bem digna do diretor. E no fim, eu nem me incomodei com a Avril cantando. Então não tenho muito do que reclamar.
OK, talvez eu preferisse que a Disney Pictures não estivesse por trás de tudo e Burton gravasse o filme do jeito que bem entendesse, seria bem mais interessante. Mas não estou chateado com o que foi feito.

Então eu darei nota 8,5.

OBS.: A única coisa que não entendi foi o "Mary-Ann" no começo do filme. Não fez sentido, alguém me explica?

Vejo vocês depois. Não literalmente, obviamente.

53. Diário de Uma Babá


"Sentiu o nível da derrota?"

Sinopse: "Annie Braddock (Scarlett Johansson) é uma jovem que foi contratada de maneira impulsiva para ser babá do filho de um casal de pais ausentes, cujo casamento está abalado. Logo, a garota passará a ficar ocupada demais, ouvindo aflições matrimoniais vividas por seus patrões, além de ter de cuidar de uma criança mimada."


Eu disse aqui antes que o objetivo do blog era escrever sobre qualquer filme, qualquer um, desde que a pessoa nunca tivesse assistido antes. Sem obrigações quanto a roteiro, diretor, prêmios ou nada do tipo.
Aqui está um filme que se encaixa perfeitamente na descrição: em um belo sábado a noite, sem nada para fazer, percebo que na Rede Globo de Televisão está para começar um filme que eu nunca tinha visto. Aquele tipo de filme que eu olho a capa na locadora, conheço a maioria dos atores, simpatizo com algum deles, mas realmente não me chama a atenção. Sempre surge outro que eu acredito ser mais digno do meu dinheiro.
Pois então, ele está para começar na Globo, e eu penso "por que não?". "Por ele ser dublado, por você ter milhares de outros filmes no computador ou em DVD para assistir, porque esse filme provavelmente não vai ter nada demais e por outros motivos que posso ficar aqui listando por um bom tempo.", minha mente me responde automaticamente. Mas eu ignoro.
Vamos dar uma chance ao filme dublado da Globo.
No fim das contas, como minha mente já havia prevenido, trata-se de mais um filme sem muitas particularidades. Ele vez ou outra apresenta uma cena mais esperta, não vou mentir. Mas também não é nada frequente. E no resto, é cheio de clichês. Clichês adoráveis, mas ainda assim clichês.
Quanto ao elenco, bem... sou fã da Laura Linney, e ela de fato é a melhor dali, mas... no geral é todo mundo esquecível. Para falar a verdade, eu nunca fui muito fã da Scarlett Johansson. Não me desce nem me sobe. E quanto a Chris Evans, bem... sem comentários. Quem vale a pena ali é o garotinho. Que só não valeu mais porque na dublagem ele tinha a voz de todos os garotinhos de todos os filmes da Globo. A criança que dubla esses filmes já deve ter feito fortuna. Aliás, considerando que todas as vozes do filme já me eram conhecidas, todos ali devem ter conseguido dinheiro com essa carreira.
Falando em dinheiro, eu me pergunto o que leva alguém, um diretor, um roteirista, a criar um filme que seja indigno de recordação. Eu me respondo, grana. Desde que a publicidade seja boa, não importa que daqui a dois anos ele esteja sendo vendido a dez reais nas Lojas Americanas. Se ele se der bem no cinema, é dinheiro e próximo "filme-completo-de-clichês" garantido.
E eu tenho que admitir que adicionarei uns pontos extras ao filme porque tenho certeza que perdi grande parte da magia ao assistir em versão dublada. Perdão aos que não se incomodam mas isso é um pecado contra a Sétima Arte.

Então ele terá nota 6,5.

Volto em breve. Pelo menos espero.

OBS.: Só de sacanagem, o trailer vai ser dublado para vocês sentirem o nível da derrota.

52. JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar



"Mais uma sessão 'Aprenda História no Cinema'"

Sinopse: "Sem estar convencido do parecer final da Comissão Warren, que conclui ter sido o Presidente John F. Kennedy assassinado por uma única pessoa, o promotor Jim Garrison (Kevin Costner) tenta provar a existência de uma conspiração."









Como eu já disse aqui antes, aulas de História sempre deveriam ser dinâmicas como os filmes.

Oliver Stone, um diretor de peso, resolveu contar como mais ou menos se deu o assassinato do um dos presidentes dos EUA na década de 60, John F. Kennedy. O filme em si trata da história de um funcionário de alto cargo do governo (Kevin Costner) que resolve investigar como e por que foram dados os tiros que mudariam a história do país.

Então passamos a ter aí três horas de teoria da conspiração envolvendo CIA, FBI, máfia, comunistas, Fidel Castro, URSS e mais um monte de entidades governamentais às quais temos direito. Só faltou a Igreja.

E sabe qual é o mais interessante desse filme? Ele me deu mais medo que um filme de terror.

De verdade!

Quando cai a ficha do espectador que a Guerra move o mundo e que para que essa indústria não acabe, quem tiver que morrer, vai morrer, ele se assusta. Porque não é ficção, é bem real.

E a gente vivendo nessa ignorância toda.

Tudo bem que estamos falando de um filme, e Stone teve toda uma artimanha para deixar tudo mais em clima de suspense. A trilha sonora, por exemplo, é uma perfeita trilha de Hitchcock (que Deus salve o Mestre!). São momentos de tensão criados que fazem o coração ir até a boca.

Sua maneira de contar a história também foi bem interessante, mesclar cenas reais com a ficção, o ar de documentário com o qual ele conseguiu deixar tudo realmente te faz pensar que você agora já pode responder a uma pergunta de prova sobre o assunto com certeza de acerto. Tudo bem, ME fazem pensar assim.

Além disso, o que era Tommy Lee Jones nesse filme, pelo amor de Deus? Outro ser completamente diferente. Irreconhecível. Está de parabéns.

Por fim, um dos fatos mais interessantes sobre o filme foi sua capacidade de mudar a história real.

Por causa dele, documentos antes secretos do governo vieram a público e o alto escalão do governo após a estréia do filme se reuniu para decidir o que seria divulgado sobre a morte de Kennedy para a população.

Devido a todo esse impacto, merece nota 8,2. Eu estou começando a achar de verdade que minha monografia em Cinema vai envolver O Cinema na Política Estadunidense.


Voltarei. Em breve.

51. Direito de Amar


"Não importa tanto quando você sabe que vai acabar."

Sinopse: "Dilacerado pela recente morte de seu amante de longa data em um trágico acidente, George Falconer (Colin Firth) mantém as aparências, ainda visto por outros como um homem no controle. Mas em um dia crucial em 1962, no ensolarado sul da Califórnia onde ele criou raízes, este professor universitário urbano se vê no limite da sua vida. Ele vai descobrir os ecos do passado no presente e vislumbrar versões alternativas do futuro - incluindo a forte possibilidade de nenhum futuro para si mesmo."


Um dos maiores problemas quando eu "dou um tempo" com filmes é que eu sempre esqueço um pouco o motivo de gostar tanto deles. Aí sempre que eu decido tentar sorte novamente, eu me arrependo de ficar perdendo tempo. Como acabou de acontecer.
Em Direito de Amar, o nome mais brega possível que poderiam ter dado em português, Colin Firth interpreta um homem de meia-idade que perde a pessoa amada e não sabe lidar com isso. Bingo, já ganhou minha atenção com esse tema.
Só que não é apenas isso. Tom Ford como estilista se saiu perfeito como diretor.
Para começar, as cores do filme foram as cores mais bem usadas em um filme na minha opinião. Acho que dá para ver aí a influência da moda sobre o mundo do Cinema. Era incrível ver como um pensamento, uma sensação do personagem era seguido de uma alteração nas cores da tela que meio que te forçam a entrar na vibe. Estranho, não? Mas extremamente funcional.
Firth saiu da imagem de um britânico "de-uma-só-cara" para um ator sério. Todas as emoções foram bem expressas por ele, consegui sentir bem o que ele sentia. E não é como se eu tivesse passado por experiência parecida ou nada do tipo. Desde a impotência da perda até a fixação por olhos. Todos os detalhes não foram ignorados.
E quanto ao roteiro... bom, eu sou suspeito para falar dele. Para não dizer que eu sou completamente parcial, vou dizer que o fim não me agradou tanto... Mas ainda foi um dos melhores filmes do ano, oficialmente.

Terei que dar nota 9.4 para esse filme. Campanha Tom Ford para diretor forever.

Vamos ver se agora eu volto a escrever mais nesse canto.

See ya.

Alfabetização por Jake Gyllenhaal



Aproveitando a estréia de Prince of Persia, prevista para 28 de maio de 2010, a imprensa resolveu tirar a maior dúvida de todos os tempos: como se pronuncia o nome de Jake Gyllenhaal.
(É sério, todo dia antes de dormir eu me pergunto como se pronuncia o nome dele.)
E eis que nós temos a surpresa. Tá tudo errado!
Alguém me diz por favor que ele estava sacaneando o repórter. Ele incluiu no sobrenome dele umas três sílabas que não existem escrevendo. É humanamente impossível alguém pronunciar isso. "Iélenrúlarrel". E se fosse possível, uma mãe não faria isso com um filho.

Mas caso seja verdade, bem... Agora posso dormir tranquilo.

50. O Amor Acontece


"Ainda me pergunto o que me leva a ver filmes assim."

Sinopse: "O viúvo Burke Ryan (Eckhart) escreveu um livro sobre como lidar com perdas e como se tornou um Best-seller, ele se transformou num guru da autoajuda. Numa viagem de negócios a Seattle, ele conhece Eloise (Aniston)
e se apaixona por ela. Eloise assiste ao seminário de Ryan e consegue compreender que na verdade ele não conseguiu ainda enfrentar a morte da esposa."


Eu tenho sérios problemas com romances dramáticos. Eu quero ver todos. Eu posso olhar para a cara do filme e saber que ele vai ser ruim, e ainda assim estou eu lá gastando meu dinheirinho suado (vocês não sabem como é difícil arrancar dinheiro do meu pai) alugando ou comprando a entrada do cinema. Não que eu me arrependa (muito) depois, esses filmes são legais, e esse em especial fala sobre a perda de uma pessoa amada, que é um tema bem complicado de abordar. E de atuar sobre.
Bom, a história do filme é a seguinte: Aaron Eckhart interpreta um personagem que é uma espécie de popstar para os que perderam alguém. Ele, após ter perdido a esposa, escreveu um livro que virou um best-seller sobre como lidar com a morte de entes queridos. Só que o cara é um hipócrita, porque ele mesmo ainda não havia conseguido superar a perda da mulher. Não tinha mais contato com os sogros, não cumpriu as promessas que fez à esposa, enfim.
E durante um congresso em sua cidade natal, ele conhece Jennifer "Rachel" Anniston, uma florista que acaba e apaixonando por ele e tentando fazer ele superar de verdade a perda da esposa.
O romance em si do filme não abre muito os olhos, não é esse o objetivo. Acho que o objetivo do filme é ir desfazendo aos poucos a hipocrisia que Eckhart vivia no filme. E apesar de eu ser fã desse ator, ele não estava em seus melhores dias, estava somente "legal". E Jennifer Anniston teve seus melhores dez minutos em um filme quando fingiu ser muda. Sério, naquele momento eu vi um papel completamente distante de todos os outros com as mesmas características que ela faz.
Após ela admitir que fala, voltamos às mesmas expressões faciais, ao mesmo modo de falar, a mesma mãozinha na cintura... Tá aí alguém que eu realmente não vejo concorrendo ao Oscar.
E no geral a história do filme não é muito forte. Como eu disse, é daqueles filmes que a gente assiste pelo "benefício da dúvida". Mas no fim não são realmente dignos de lembrança.

Levará 6,7.

Bom, eu volto depois. Chegamos ao filme 50! Só faltam, bem... 951.
 
Copyright 2009 CINEMA NAÏF. All rights reserved.
Free WordPress Themes Presented by EZwpthemes.
Bloggerized by Miss Dothy