Procura-se um Amor Que Goste de Cinema, Parte III (ou “Eu Só Paro Quando Chegar Lá.”)
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20/06/2012
Quando eu chegar em casa, quero ser recepcionado com um sorriso seu. Um beijo, um abraço. Só não pode faltar o sorriso. Ficar todo bobo quando você me disser que chegou mais cedo só por minha causa.
Que nossas brigas comecem na sala e terminem no quarto. Na cama.
Quero sentir ciúmes. Mas meus ciúmes devem ser gerados por paranoia, não por motivos concretos. E sempre sua mão junto a mim enquanto eu estiver dirigindo. Na minha perna, na minha nuca, na minha mão.
Que nunca haja silêncio. Prometo não deixar o silêncio dominar se você prometer também.
Quero chegar em casa às 4h da manhã depois de uma noite doida contigo, ligar a TV e estar passando um filme antigo, desses que você sabe que eu gosto. E quando eu perceber, você vai ter dormido nos meus braços.
Não se preocupe em esconder seus defeitos. Eu vou te amar por causa deles.
Quero chegar em casa todo molhado e ver você brigando comigo porque eu esqueci o guarda-chuva. E eu vou rir, porque eu estou cansado de brigar com você pelo mesmo motivo.
Que você se contamine com a minha risada. Mas não com meu choro.
Quero acordar um dia com raiva do mundo, de você também, entrar no banheiro e ver um recado no espelho para mim. Qualquer coisa. “Te amo!”, “Bom dia!”, “Tenta não atrasar hoje, hein!” ou até um “Tem que pagar a tv a cabo hoje!”. E tentar permanecer indiferente a isso. Mas claro que eu não vou conseguir. Não tem como ser indiferente a qualquer coisa vindo de você.
Entrar contigo no banho. E sair suado.
Quero ver você com raiva de mim depois de te deixar preocupado com alguma brincadeira boba. Pedir desculpas, tentar te dar um beijo e você virar a cara. Mas eu vou te abraçar por trás e pegar no seu ponto fraco. Aí você não vai resistir.
Que você nunca me beije sem vontade. Vire a cara, me diga não, mas não me beije se for um beijo vazio.
Quero ir para lugares com você que eu não fazia muita questão de ir, só vou porque você pediu com jeitinho. Mas não quero que você vá para lugares comigo que você realmente não deseja. Eu prefiro ficar algumas horas separado de você que te ver ao meu lado sem vontade de estar ali.
Que você entenda que existem lugares que eu vou querer ir sozinho. Não que eu te ame menos, nunca. É só que para valorizar os momentos com você eu preciso dos momentos sem você.
Não quero nunca ser motivo de vergonha para você. Por favor, brigue comigo, me chame a atenção na frente de todo mundo por algo que eu esteja fazendo de “errado”. Mas não me olhe envergonhado e tente disfarçar quão embaraçado você está por minhas atitudes. Eu não aguentaria saber que você sente vergonha de mim em silêncio. Entre o grito em público e o silêncio, opte sempre pelo grito.
Mas que também não grite, se possível. Nossos problemas são nossos, a gente resolve em casa. Qualquer coisa, me chame num canto, me mande uma mensagem. Nessa hora eu vou saber que você está lá por mim, cobrindo meus rastros no nosso crime perfeito.
Ir a vários restaurantes, mas sempre voltar àquele favorito.
Quero viajar contigo, quero conhecer os lugares que sempre vi nos filmes, olhar para o lado e ver você lá pensando a mesma coisa: a gente está aqui, finalmente está acontecendo.
E no final das contas não é o lugar. É você. Sempre foi você.
Quero comemorar o dia dos namorados depois de 5, 10, 20 anos juntos. E aniversários. Preparar uma mega festa surpresa e ainda assim não saber o que te dar de presente.
Ouvir você sussurrar no meu ouvido.
E se o pior de mim aparecer vez ou outra, quero que você não deixe de me amar. Quero que você me ame apesar disso. Porque no restante do nosso tempo junto eu vou te dar o melhor que há em mim.
Você não merece menos que isso.
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