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Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

45. Ilha do Medo


"O Iluminado do Novo Milênio"

Sinopse: "1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local, ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e anti-éticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa."




Bom, vamos lá. Muitas coisas a falar sobre esse filme.
Eu vou começar dizendo que realmente não sou fã do Leonardo DiCaprio. Sinto que ele foi piorando com o tempo, em todos os aspectos. Só que, quando ele se junta com Martin Scorsese, a coisa dá certo. Sabe Deus o motivo.
E nesse filme louco conta a história de um detetive que vai até um hospital psiquiátrico com presos ("pacientes!") perigosos pra cacete para tentar descobrir onde foi parar uma de suas hóspedes.
O interessante de notar no filme é como a história vai de um extremo ao outro em alguns segundos. De uma paciente fujona para uma conspiração de guerra, seguindo a uma espécie de universo paralelo. Tudo muito surreal, mas um surreal bem montado.
Durante o filme, é bem notório algumas semelhanças com filmes de terror que marcaram gerações. Desde trilhas sonoras que chegam a ser absurdas de tão aterrorizantes, o que nos leva ao mestre Hitchcock, à utilização de imagens cortadas e sobrepostas, com efeitos de luz e câmera que me remetiam automaticamente a O Iluminado. Foi um filme "forçado que deu certo". Se bem que qualquer coisa que fuja de adolescentes sendo perseguidos por homens mascarados hoje em dia está no lucro.
Eu gostei bastante do abuso dos sonhos no filme, na idéia de que nada tem que ser concreto, que nada é necessariamente real.
O que eu gostei mais ainda foi da escolha do elenco. Tirando o DiCaprio, que eu implico pela eternidade, as participações especiais foram mais que especiais! Com direito a atores que fizeram somente uma cena e ficaram memoráveis! Acho isso genial, mostra o que um diretor e um ator podem fazer juntos. Congratulando principalmente Ben Kingsley, que para mim sempre teve cara de marido traído, de estrangeiro estranho, mas nunca de psiquiatra vilão.
O único problema na minha humilde opinião foi o seguinte: considerando que a idéia do filme é trabalhar com a psique humana (atenção para as mensagens a la O Alienista, de que a "loucura está do lado de fora"), o fim do filme não me agradou muito. O ideal seria ele deixar o espectador na dúvida, eu penso. De "quem será que está falando a verdade?". Nada deixa as pessoas mais angustiadas que uma boa dúvida, aquilo fica na mente das pessoas até elas chegarem na conclusão que mais as agrada - mas que não necessariamente é verdade.
Fora isso, meus desafetos foram também com alguns exageros, que como eu disse, deram certo mas às vezes me incomodaram. A trilha sonora, por exemplo, que não parou durante todo o filme. Quer dizer, o som causa impacto na cena certa, mas depois de um tempo, quando o personagem, sei lá, está no banheiro, ela não vai assustar. Faltou o "feeling" para saber em que momento o exagero não era mais tão legal assim.

Uma nota? Hmmm... 7.9?
Injusto, eu sei, filmes bem piores já receberam notas maiores, mas fazer o quê... é tudo uma questão de momento.

Bom, até a próxima.

Atriz de "Educação" estrelará remake de "My Fair Lady"




"Londres, 25 mar (EFE).- A jovem atriz britânica Carey Mulligan, indicada ao Oscar deste ano por seu papel no filme "Educação", interpretará à florista de rua Eliza Doolitlle na nova versão cinematográfica do musical "My Fair Lady", revelou hoje a roteirista do remake, a também atriz Emma Thompson.
Em entrevista à "BBC" por ocasião do seu mais novo filme ("Nanny McPhee e as Lições Mágicas"), Emma falou de seu novo projeto e da participação de Mulligan, que muitos já apotam como a "nova Audrey Hepburn", protagonista do primeiro "My Fair Lady".
A veterana atriz admitiu que Mulligan dará vida à emblemática florista que um professor de fonética, após uma aposta, tenta transformar em uma dama da alta sociedade.
Emma disse ainda que ainda não foi escolhido o ator que fará o professor Henry Higgins, embora um dos fortes candidatos ao papel seja o inglês Hugh Grant.
A esse respeito, a roteirista do remake confessou que adoraria ver Grant encarnando o personagem. Mas ressaltou que nada foi oficialmente fechado até o momento."






Apesar de achar um absurdo fazerem um remake de um clássico como esses, já estou caindo de amores por Carey Mulligan e adorei a notícia!
Espero de coração que não seja uma derrota, não aguentaria ver Eliza Doolittle sendo destruída nas telonas.
A única pessoa que vejo melhor nesse papel é Leighton Meester! Sacou a referência?

44. Leões e Cordeiros


"Politicagem e guerra... não é que eu gosto do assunto?"
Sinopse: "O senador Jasper Irving (Tom Cruise) pretende lançar sua nova "estratégia completa" para a guerra dos Estados Unidos no Afeganistão e, para divulgá-la, precisa convencer a jornalista Janine Roth (Meryl Streep). Simultaneamente o dr. Stephen Malley (Robert Redford), um professor idealista, tenta convencer Todd (Andrew Garfield), um de seus alunos mais promissores, a mudar o curso de sua vida. Ao mesmo tempo Ernest (Michael Peña) e Arian (Derek Luke) são soldados que estão lutando nas montanhas geladas do Afeganistão, buscando se lembrar do porquê de terem se alistado no exército americano."
É engraçado que esse filme tem tudo para ser mais um daqueles cheios de lição de moral e críticas ao governo, à guerra e tudo de ruim que está acontecendo ao mundo.
Quer dizer, ele não tem tudo para ser, ele é.
O que mais me incomoda é que eu gostei do filme.
Eu já disse aqui, filmes como Todos os Homens do Presidente, Frost/Nixon e outros que envolvam um certo de tipo de Jornalismo Investigativo, ainda mais em cima de um governo do qual realmente não se sabe nada, realmente me chamam a atenção. É quase como se eu estivesse vendo um detetive na pista de um assassino, só que de maneira mais envolvente, porque na maior parte das vezes a parte do governo é real.
E apesar de o elenco me parecer meio forçado, mais para atrair público usando a desculpa de querer se envolver politicamente com o que está acontecendo com seu país que qualquer outra coisa, eu meio que aceito a mensagem que o filme passa (principalmente com aquele fim que sim, foi absurdamente forçado): eu paro pra pensar e vejo que não faço nada pra ninguém.
Uma vez me fizeram perceber que essa culpa por falta de colaboração e apoio ao próximo não deixa de ser um pensamento egoísta. Mas eu vivo num mundo capitalista, eu posso ser egoísta e me sentir culpado por não fazer nada a ninguém.
Enquanto normalmente as pessoas em geral ignoram filmes assim e uma leve camada da sociedade (a camada que me rodeia) diria que esse filme é hipócrita, eu me incomodo. E me envolvo. Filmes assim me fazem querer ser parte de uma turma em que as aulas são apenas discussões de assuntos que eu passo a noite pensando. Ter outros pontos de vista ou até conhecer um de algo que eu nunca ouvi falar. Filmes assim me fazem sentir restrito.
Engraçado que agora eu não gosto tanto dele.
Enfim, apesar de tudo, ele é um filme muito parcial. Definitivamente não é tão bom quanto os que eu citei acima.
Então sua nota será 7.3
Como meu computador ainda não está bom, devo demorar mais um pouco para voltar a postar com frequência, mas farei um esforço.
Fico por aqui.

43. Loja Mágica de Brinquedos


"Esse é o resultado da falta do que fazer."
Sinopse: "A Loja Mágica do Sr. Magorium é um paraíso de brinquedos onde tudo ganha vida, inclusive a própria loja. Um dia o sr. Edward Magorium (Dustin Hoffman), que tem 243 anos, decide ceder o controle de seu estabelecimento à insegura e jovem gerente Molly Mahoney (Natalie Portman). Quando um cético contador chamado Henry Weston (Jason Bateman) surge para fazer uma auditoria em todos os brinquedos a loja passa por uma misteriosa mudança. Os brinquedos, antes alegres e coloridos, se tornam silenciosos e acinzentados. Para recuperar o local Molly e Henry precisarão encontrar a magia existente dentro deles próprios, contando com a ajuda de Eric Applebaum (Zach Mills), um garoto de 9 anos que tem dificuldades em fazer amigos."
Pois bem, depois de séculos sem escrever devido à falta de computador, volto com um filme desses. Após a época de oscar e vários filmes bons estarem estreando nos cinemas brasileiros, minha falta de dinheiro e (perdoem a heresia) minha falta de saco para ir ao cinema resulta em ficar em casa, ligar a TV e estar passando esse filme. Bem... filme, por filme, por que não, não é mesmo?
Até porque para os que não sabem, eu adoro a Natalie Portman, qualquer merda que ela faz, eu estou assistindo. Quer dizer, quase qualquer merda, Entre Irmãos que o diga. Juntamente a Dustin Hoffman, que é um cara que eu respeito, ele mereceu minha atenção por algumas horas.
E novamente, é daqueles filmes que você não espera muito e acaba se surpreendendo. Bem, não se surpreendendo ao pé da letra, como se fosse o melhor filme do mundo. Mas ele te cativa de algumas maneiras: uma cena ou outra mais esperta, uma trilha sonora um pouquinho mais caprichada, uma idéia de de filme que não tem por objetivo só te fazer comprar ingressos e impor situações idiotas. E o que eu mais gosto nesse tipo de filme é que as pessoas assistem acreditando ser uma história bobinha, mas que realmente não é tão bobinha assim.
Situações difíceis como a solidão de um garotinho ou a perda de uma pessoa próxima não são infantis, por mais que crianças também tenham que passar por problemas como esses. Isto é, quantos adultos não sabem lidar com momentos assim? E isso tudo é mesclado a uma fantasia visualmente bem bonita.
Fiquei feliz de ter perdido meu tempo.
Só achei que algumas atuações deixaram um pouco a desejar... mas às vezes é difícil realmente.
Minha nota é 6.9
A melhor parte de "criticar" um filme é ser obrigado a assisti-lo. Gosto disso aqui.

And the Oscar goes to... ou melhor, And the winner is...



Olá extraterreste. Olá você que não viu o Oscar. Esse post é para você! Mais uma vez venho aqui dar o ar da minha graça numa retrospectiva da noite mais importante da indústria cinematográfica quiçá do ano! Não sou Rubens Edwald Filho nem Zé Wilker, mas venho aqui dar os meus pitacos e comentar tin-tin por tin-tin da madrugada passada.
Acho que já expressei aqui a minha paixão por premiações então vocês devem ter uma pequena noção do que o Oscar significa na vida desta que vos fala. Desde as premiações do início do ano passando pelo aguardado dia das indicações até a grande noite é o mesmo ritual todo ano tudo isso, é claro, sem esquecer da maratona de filmes que sempre precede o tal domingo. Parando para pensar me dei conta que vejo a cerimônia impreterivelmente há pelo menos 6 anos, o que vamos convir é bastante para quem tem apenas 21 anos. Assim, sinto-me a vontade quando o aguardado domingo chega e me prostro na frente da TV para acompanhar todo Hollywood desde o tapete vermelho com os belíssimos (às vezes nem tanto) vestidos passando pela piada inicial com referencia aos principais filmes seguida pelos prêmios técnicos que dão sono a todos até o grand finale! Vamos combinar que o Oscar já não surpreende há muito tempo, mas não tem quem tire de mim o gostinho de participar, mesmo que no sofá da minha casa, dessa festa.
Mas, vamos ao que interessa àqueles que não se deram ao trabalho de ficar acordados até 2 da matina de um domingo. Como todo ano a noite começa com uma piadinha de apresentação dos filmes concorrentes que surpreendentemente os apresentadores da noite, Alec Baldwin e Steve Martin, deixaram na mão do sempre incrível Neil Patrick Harris, aka Barney Stinson, numa performance não tão legend-wait for it-dary quanto esperado, mas condizente com a noite como um todo em que não contou com eventos que ficarão para a história. Sim, a 82ª edição dos prêmios da Academia foi morna, morna.
A primeira estatueta da noite foi para o incrível Christoph Waltz pelo memorável Col. Hans Landa em Bastardos Inglórios (Não viu ainda? Se mata!). Prêmio previsível e merecidíssimo! E ainda com o melhor discurso da noite: "Oscar and Penelope that's a UBER BINGO!". Logo em seguida tivemos o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante que foi dado, também como esperado, a Mo’Nique por seu papel em Preciosa, que eu não vi, então devo confessar que minha torcida estava pela revelação do ano Anna Kendrick.
A noite continua então com mais um prêmio previsível, Melhor Animação aka Dêem Logo o Prêmio para a Pixar. Esse ano essa categoria conseguiu ficar mais sem graça ainda com Up – Altas Aventuras, candidato da Pixar, também ser a única animação indicada ao Oscar de Melhor Filme. Oh... Quem será que vai ganhar? [/sarcasmo].
Com Hannah Montana e Sophie de Mamma Mia! no palco chegou a hora da Melhor Canção Original que ao contrário dos outros anos não foram cantadas ao longo da premiação. Pelo trechinho que pudemos ouvir antes da entrega do prêmio para mim estava entre Nine e Coração Louco. Vi os dois e apesar de estar longe de ser fã de country devo dizer que também daria o prêmio para “The Weary Kind” apesar da potência vocal de Marion não poder nem ser comparada ao cantar tímido de Colin Farrell.
Foi a partir de então que o Oscar começou a cagar com a previsão de todo mundo. O prêmio foi arrancado de Tarantino e dado para a zebra da noite: Guerra ao Terror. Na boa! Ninguém me convence que a história “inventada” de um soldado do esquadrão anti-bombas no Iraque é melhor do que o Tarantino reescrevendo a história em 4 línguas e diálogos sensacionais (vide primeiro ato de Bastardos Inglórios)! Em seguida o favorito a Melhor Roteiro Adaptado, Amor Sem Escalas, viu sua única real possibilidade de ser premiado ir para as mãos do já vencedor Preciosa. Volto a repetir que ainda não assisti Preciosa, mas algo em diz que não vou concordar com essa escolha. Não sei o q1ue os críticos chama de bom roteiro, mas para um roteiro chamar a minha atenção ele tem que ter frases marcantes, aqueles “quotes” para a posteridade, e diálogos que te capturam. Duvido que eu vá encontrar isso em Preciosa.
Daí começaram os prêmios que quase ninguém viu os filmes. Como não conheço os indicados vou citar rapidamente os vencedores só para constar:
- Melhor Curta de Animação: Logorama (Me pareceu muito maneiro! You Tube here I go!)
- Melhor Curta: The New Tenants
- Melhor Curta Documentário: Music by Prudence (PS: Eu sempre fico com vergonha alheia nos discursos de quem ganha essas categorias porque claramente ninguém está prestando atenção a não ser o carinha responsável pela música para expulsar a galera que tá tirando tempo dos prêmios verdadeiramente importantes)
- Melhor Documentário: The Cove (Documentário sobre o massacre dos golfinhos que quem viu elogiou bastante!)
- Melhor Efeito Especial: Avatar (Na boa, podem falar qualquer coisa mas não tinha como Avatar não vencer nessa categoria! Não tinha!)
- Melhor Edição de som: Guerra ao Terror
Melhor Mixagem de Som: Guerra ao Terror (Sinceramente, não faço noção de qual é a diferença dessas duas categorias Se alguém quiser me elucidar...)
- Melhor Trilha Sonora: Up – Altas Aventuras (Não tem como, essa música é simplesmente encantadora! Dá vontade de sorrir toda vez que o pianinho começa timidamente)
- Melhor maquiagem: Star Trek (Se eu fosse apostar seria nesse mesmo, afinal na minha cabeça fazer uma pessoa parecer um ET deve ser mais difícil do que fazer uma pessoa parecer que é do século XVIII)
- Melhor Figurino: The Young Victoria (Figurinos de época sempre tem vantagem nessa categoria a ponto da própria vencedora ressaltar que os filmes com figurino contemporâneo não recebem o reconhecimento que merecem. Mas é inevitável uma roupa de época sempre fará mais vista e parecerá ter sido mais trabalhosa)
- Melhor Direção de Arte: Avatar
- Melhor Fotografia: Avatar (O filme é visualmente lindo. Essas duas não tem como!)
- Melhor Edição: Guerra ao Terror
Após uma longa espera (na boa, os “prêmios técnicos” parece que não vão terminar nunca e é aí que muitos desitem e vão dormir!) os prêmios que realmente interessam voltaram o Melhor Filme Estrangeiro. Há muito tempo que ouço falar do alemão A Fita Branca que para mim seria o vencedor, mas que eu não assiti. O único indicado que eu assisti foi argentino O segredo dos seus olhos que acabou levando a estatueta para casa e eu não reclamo nem um pouco pois o filme é verdadeiramente incrível. Incrível ao ponto de eu ainda não ter consegui colocar em palavras aqui no blog a minha resenha (Sorry, Pereira, juro que vou me esforçar para colocar no papel).
Já os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz foram introduzidos por 5 atores que falam dos seus amigos indicados em discursos íntimos (uns mais íntimos do que outro) cheios de elogio numa vibe meio formatura. Achei fofo alguns discursos onde você podia realmente ver a amizidade ali, mas achei outros meio forçados (o George Clooney TINHA que ter sido apresentado pelo Brad Pitt!). E foi nesse clima que Sandra Bullock e Jeff Bridges levaram como esperado os grandes prêmios; ela com um discurso bonitinho para as mães e principalmente sua família (PS: Adoro ela e o marido dela como o casal bizarro que deu certo!) e ele com um sorriso bobo no rosto e fazendo questão de gastar todos os minutos que podia. Na categoria feminina assisti apenas à Julie e Julia e Educação e apesar de ter achado a Carey Mulligan apaixonante e Meryl Streep fodástica como sempre não achei nenhuma das performances Oscar-material. Já da categoria masculina posso falar com mais veemência uma vez que o único que não vi em cena foi Jeremy Renner e posso dizer que o grande Jeff merecia, Coração Louco não seria NADA sem ele! Devo apenas acrescentar que todos os outros indicados também estavam estupendo!
Ao contrário do início quase monótono da noite os principais prêmios da noite reservaram uma certa surpresa. Apesar de muitos terem cantado a pedra ninguém levou fé que Guerra ao Terror realmente poderia levar a estatueta mais importante da noite para casa. E ele não só levou a maioria dos prêmios da noite como também levou os dois maiores prêmios dessa edição. Apesar de estar torcendo para James Cameron ou o sempre amado Tarantino gostei de ver a Kathryn Bigelow subir no palquinho e entrar na história como a primeira mulher a ganhar o premio de Melhor Direção.
No entanto não entendi a decisão da Academia de dar o prêmio de Melhor Filme para Guerra ao Terror. Não vi Guerra ao Terror, mas tenho certeza que não será um filme marcante. Por mais que Avatar tenha suas falhas eu poderia compreender sua vitória por conta de tudo que ele representa para a indústria cinematográfica. O filme mais rentável da história que demorou mais de 10 anos para ser feito e trouxe tecnologias nunca antes vistas na tela do cinema e que certamente ira revolucionar como o cinema é feito. Tinha o meu favorito particular (Bastardos!), mas ficaria feliz com a vitoria do fenômeno Avatar. No entanto, a Academia escolheu a zebra da rodada (tão zebra que no Brasil a aposta em seu sucesso foi levá-lo direto para a locadora) que taí para se tornar um filme facilmente esquecível. Vai entender...

42. Educação


"Speechless"

Sinopse: "Jenny tem 16 anos e vive com a família no subúrbio londrino, em 1961. Inteligente e bela, sofre com o tédio de seus dias de adolescente e aguarda impacientemente a chegada da vida adulta. Seus pais alimentam o sonho de que ela vá estudar em Oxford, mas a moça se vê atraída por um outro tipo de vida. Quando conhece Danny, homem charmoso e cosmopolita de trinta e poucos anos, vê um mundo novo se abrir diante de si. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, e a faz descobrir o glamour da noite, deixando-a diante de um dilema entre a educação formal e o aprendizado da vida."




Esse sem sombra de dúvida foi meu filme favorito na corrida pelo Oscar até agora. Acho que mais por falta de filmes bons que por outra coisa.
Por outro lado, Carrey Mulligan já mora no meu coração. Sabe Deus se ela realmente tem aquele jeitinho precoce esnobe por natureza ou se ela é excelente atriz, não importa. Ela estava perfeita.
Todo o elenco estava no ponto, ela estava além.
Além disso, eu adoro o fato de o filme ser abusado. Abusado no sentido de você saber que ele não é um filme sem ideais; pelo contrário, ele é bem ambicioso.
Desde o pôster às falas, ele se mostrou capcioso em todos os momentos. Quer dizer, quando olhei para esse cartaz pela primeira vez, acreditei que essa "new face" seria uma mulher simpática e nada mais que isso. Perceberam que eu falei mulher, quando a idéia do filme é que ela seja uma menina precoce? E aí eu me pergunto, será que não foi essa a visão que os criadores do filme queriam que eu tivesse? Se foi, eu tiro meu chapéu. Os detalhes são tudo e foram o forte do filme.
OK, eu não posso dizer que é um filme com alto impacto emocional. É apenas uma história de uma garota conhecendo um novo mundo, meio que se libertando do que antes era seu futuro fadado. Mas eu estou percebendo que hoje em dia eu me agrado mais com o que é dito com leveza que com o que é jogado, quase imposto, pelo Cinema.
Eu também gosto da sutileza com que Lone Scherfig distorce a personagem principal. Por mais que o filme se chame Educação e a trama rode em cima do que ela aprende, não só na escola como mundo afora, é possível perceber um certo ar de superioridade no caráter dela, como se não importasse o mundo, ela tem algo que não muda. Como se ela estivesse ensinando a todo o restante que existe algo intrínseco. Algo não-mutável com lugar ou tempo.
Vou continuar com os elogios, desde o figurino, com cenas em que a atriz muda de adolescente a jovem mulher até os cenários e a trilha sonora. E também é muito bom ver o Alfred Molina bem em um papel e não subindo pelas paredes atrás do Homem-Aranha. Quanto a Peter Sarsgaard, não entendo porque só o vejo vez ou outra fazendo filme. Ele é bom, merece mais espaço.

Nota 9.1

Essa parada de dar nota já está ficando ruim.

Volto com mais em breve.

41. Duchas Frias

"Um pontinho brilhante no meio da multidão"

Sinopse: "Dois garotos e uma jovem, estudantes de um mesmo colégio, cada um de uma classe social diferente, exploram um relacionamento diferente à medida que atingem a vida adulta."

Se tem uma coisa que me faz bem no mundo do cinema é encontrar um filme bom do nada. Como ir à locadora e olhar para um filme que você nunca ouviu falar antes, simpatizar com ele, levar para casa e descobrir que ele é um dos melhores filmes que você já viu.
Nesse caso não foi exatamente assim, mas ainda me fez bem. Viajando pela internet, encontrei esse filme disponível para download, simpatizei com seu pôster e decidi assisti-lo.
Bingo.
É daqueles filmes que mostram para Hollywood que não é necessário milhões de dólares para se fazer um filme que preste. Uma idéia e uma câmera, simples assim. Cinema não precisa de muito, é chato ver que as pessoas não percebem isso.
Então, a sinopse diz se tratar de um triângulo amoroso, mas desde o começo do filme, o roteiro já faz questão de enfatizar que se trata de uma mudança. Uma mudança de situações e de personalidade do personagem principal, sendo que nisso se inclui uma mudança de relacionamentos também, com usa namorada e seu novo amigo.
E é ótimo ver como é uma história sem obrigações, sem uma idéia de começo, meio e fim com a qual a gente está acostumado. É simplesmente um ponto de vista do que acontece. Com o abuso certo dos personagens, das histórias, da sexualidade, enfim. Palmas para Salomé Stévenin, que conseguiu muito bem dar vida a Vanessa, uma adolescente de gênio forte e cheia de personalidade.
Não vou dizer que esse é o filme perfeito, com um roteiro maravilhoso ou nada do tipo. mas filmes que surgem do nada, com poucos recursos e conseguem alcançar um objetivo com certeza merecem meu respeito.
Ainda utilizaram uma trilha sonora digna. Assistindo a filmes assim que eu me lembro o porquê de gostar tanto de cinema.

Sabe, às vezes eu tenho medo de escrever algumas coisas aqui. Acabei de procurar pela sinopse do filme e vi que 90% dos comentários sobre esse filme era "lixo" para baixo. Essa coisa de opinião é muito problemática.

Esse merece 8.0 (na minha opinião!)

Mais tarde eu volto com mais filme. Mais e mais sempre.

OBS.: Esse filme também foi traduzido para À Flor da Pele. Eu escolhi o título que gostei mais. XD
 
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