"Speechless"Sinopse: "Jenny tem 16 anos e vive com a família no subúrbio londrino, em 1961. Inteligente e bela, sofre com o tédio de seus dias de adolescente e aguarda impacientemente a chegada da vida adulta. Seus pais alimentam o sonho de que ela vá estudar em Oxford, mas a moça se vê atraída por um outro tipo de vida. Quando conhece Danny, homem charmoso e cosmopolita de trinta e poucos anos, vê um mundo novo se abrir diante de si. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, e a faz descobrir o glamour da noite, deixando-a diante de um dilema entre a educação formal e o aprendizado da vida."
Esse sem sombra de dúvida foi meu filme favorito na corrida pelo Oscar até agora. Acho que mais por falta de filmes bons que por outra coisa.
Por outro lado, Carrey Mulligan já mora no meu coração. Sabe Deus se ela realmente tem aquele jeitinho precoce esnobe por natureza ou se ela é excelente atriz, não importa. Ela estava perfeita.
Todo o elenco estava no ponto, ela estava além.
Além disso, eu adoro o fato de o filme ser abusado. Abusado no sentido de você saber que ele não é um filme sem ideais; pelo contrário, ele é bem ambicioso.
Desde o pôster às falas, ele se mostrou capcioso em todos os momentos. Quer dizer, quando olhei para esse cartaz pela primeira vez, acreditei que essa "new face" seria uma mulher simpática e nada mais que isso. Perceberam que eu falei mulher, quando a idéia do filme é que ela seja uma menina precoce? E aí eu me pergunto, será que não foi essa a visão que os criadores do filme queriam que eu tivesse? Se foi, eu tiro meu chapéu. Os detalhes são tudo e foram o forte do filme.
OK, eu não posso dizer que é um filme com alto impacto emocional. É apenas uma história de uma garota conhecendo um novo mundo, meio que se libertando do que antes era seu futuro fadado. Mas eu estou percebendo que hoje em dia eu me agrado mais com o que é dito com leveza que com o que é jogado, quase imposto, pelo Cinema.
Eu também gosto da sutileza com que Lone Scherfig distorce a personagem principal. Por mais que o filme se chame Educação e a trama rode em cima do que ela aprende, não só na escola como mundo afora, é possível perceber um certo ar de superioridade no caráter dela, como se não importasse o mundo, ela tem algo que não muda. Como se ela estivesse ensinando a todo o restante que existe algo intrínseco. Algo não-mutável com lugar ou tempo.
Vou continuar com os elogios, desde o figurino, com cenas em que a atriz muda de adolescente a jovem mulher até os cenários e a trilha sonora. E também é muito bom ver o Alfred Molina bem em um papel e não subindo pelas paredes atrás do Homem-Aranha. Quanto a Peter Sarsgaard, não entendo porque só o vejo vez ou outra fazendo filme. Ele é bom, merece mais espaço.
Nota 9.1
Essa parada de dar nota já está ficando ruim.
Volto com mais em breve.







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