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Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

58. Sex And The City 2


"Uma celebração ao mundo contemporâneo."

Sinopse: "A diversão, a moda, a amizade: Sex and the City 2 trás tudo isso de volta e muito mais quando Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) arrasam novamente pela Big Apple - e outros lugares - dando continuidade às suas vidas atarefadas e seus amores conturbados em uma sequência realmente brilhante."


Pois bem, o filme começa com um casamento gay. Um casamento gay onde o "padre/juíz de paz/whatever" é Liza Minelli. Atriz essa que logo em seguida começa a cantar Single Ladies. Não tem como se tratar de outro filme, era Sex and The City na tela.
A partir daí, temos quase 3 horas de filme de pura passarela. Nada acontece em momento algum, apenas desculpas para falar de moda, sexo e elogiar New York. Ou então mostrar quão poderosas são, mudar de roupa a cada 2 minutos de filme, conversar sobre homens e sexo, viajar para o "Novo" Oriente Médio, mudar de roupa novamente e não fazer nada.
Convenhamos, ninguém assiste a esse filme pela história. Filme nenhum no mundo faria sucesso porque a esposa viajou, beijou outro homem e depois liga para o marido para pedir desculpas (versão resumida da história pobre que assistimos no cinema). Esse filme é simplesmente uma maneira de fazer as pessoas sonharem com outra vida sentadas na poltrona do cinema.
Desde a última coleção Summer/Spring de Milão a participações ínfimas de atores e cantores consagrados (Penelope Cruz e Miley Cyrus que o digam), tudo nesse filme evoca dinheiro e glamour, o que eu acredito que foi o grande objetivo do diretor.
Levemos em conta que em algumas cenas ele perde a noção. A última coleção de Louis Vuitton por debaixo dos turbantes? Scarpin (versão de salto alto para os leigos) no meio do deserto? Hmm, acho que não.

Enfim, vamos aos fatos. Eu sou um cara contemporâneo e eu amo o mundo que vivo. Então sim, eu gostei de Sex and The City. Me diverti com a crise de meia idade da Samantha, dos ciúmes da Charlotte, dos medos da Carrie e da insignificância da Miranda.

Nota 7.7

Eu acho que deveria estar mais imparcial para escrever sobre esse filme, mas enfim.

Volto em breve.

57. Plano B

"E Deus criou o Photoshop."

Sinopse: "'Plano B', conta a história de uma mulher (Jennifer Lopez) desesperada para ter um filho, quando ela decide recorrer à inseminação artificial utilizando o esperma de um doador. Porém, no dia em que seu exame de gravidez dá positivo, ela conhece o homem (Alex O´Loughlin) de seus sonhos."




Sabe de uma coisa, eu gosto da J. Lo. Ela obviamente é melhor como cantora que como atriz, mas quando ela se propõe a fazer essas comédias, até que se dá bem.
Como as comédias românticas já estão caindo na mesmice do "1 + 1 = 2" com aquelas famosas histórias que todo mundo já conhece, agora estamos começando a era do "1 + 2 = 3", onde a história muda um pouquinho de enredo mas tem o clìmax e o fim tão iguais a qualquer outra comédia romântica. Nesse caso o que mudaram foi que, em vez de J.Lo engravidar do namorado (Alex O'Loughlin) e ele não saber lidar com isso, dessa vez ela engravida por si só (escrevendo assim, parece que foi do espírito santo, né) e vemos a dificuldade de seu novo namorado ao lidar com uma gravidez da qual ele não foi responsável.
Só que no fim caímos na fórmula "J.Lo. na verdade terminou o relacionamento (sim, porque alguém duvida que o clímax do filme seja os dois terminando?) porque tem medo de confiar nas pessoas, já que teme que elas a abandonem", aquelas explicações que você NUNCA vai encontrar nas ruas, só em filme mesmo.
Ou seja, como romance, esse filme é fué fué fué.
Mas a comédia é melhor.
É legal vê-la gorda como uma porca tentando seduzir o marido. Nessas cenas temos uma real noção de como é a atriz de verdade, sem todo o Photoshop utilizado nas cenas em que ela ainda é solteira.
Ou a cena como a do parto dentro de uma piscininha. Sabe aquela cena comicamente nojenta? Falando assim parece meio nada a ver, mas até parece, né. Todo mundo gosta de rir de uma boa cena grotesca.

Relevando tudo isso, darei nota 7,1.

E volto bem em breve, até lá.

56. Ninja Assassino


"Eu não sei o que dizer."

Sinopse: "Raizo (Rain) é um dos assassinos mais temidos do mundo. Tirado das ruas na infância, foi treinado pelo clã Ozunu – um grupo secreto cuja existência em si já é considerada uma lenda – para ser um assassino exímio. No entanto, a execução sumária de seu amigo faz com que Raizo volte-se contra o grupo, aguardando o momento da vingança."


Quero saber o que está havendo comigo que meu gosto por filmes tem ido de mal a pior.
Estou eu assistindo ao MTV Movie Awards (sabe Deus o motivo) quando vejo que uma categoria (Badass não sei das quantas) é destinada a Rain. Na hora eu não pensei, mas agora me pergunto quem diabos tem como nome artístico Rain. Enfim, na hora relevei.
Então, vendo as cenas do filme eu voltei a ter 13 anos. Sabe quando aqueles super-heróis, se esse pode ser chamado assim, te chamam a atenção? E em vez de um filme com um papo decente você prefere ver umas boas porradas e saltos impossíveis na tela? Foi isso que aconteceu comigo.
Vi as cenas na MTV e me empolguei com o japa/china/coreano que batia mais que Bruce Lee. OK, bater mais que o Bruce Lee é humanamente impossível. Mas o cara dava saltos e golpes ala Matrix e fiquei com vontade de assistir. Fiz download. Assisti.
O que mais me assusta é que eu gostei. u.u
Sim! Eu gostei!
"Burn him!"
Ah, caramba, todo mundo aqui gosta de pelo menos um filme bem pior que esse.
"Burn him anyway!"
Deixe-me tentar explicar. Eu não amei o filme, gostei dele. As cenas de ação são realmente bem feitas. Não são cenas boas. São cenas realmente boas. A grande maioria acontece no escuro, o que deixa tudo em clima de susto. Não é como Matrix, que faz questão que você assista à cena para poder observar os milhares de dólares que foram gastos com computador.
Tudo bem que existem momentos ali que são de rir mesmo, como por exemplo, um bando de ninjas com espadas em Berlim correndo no meio de uma avenida cheia de carros passando. Acho que algumas vezes os roteiristas se empolgam tanto que perdem a noção.
No entanto, a história não é das piores. É média. Ela não é contada de uma maneira idiota, em que nada acontece e só se valorizam as cenas de ação. Ela logo no início se livra de qualquer justificativa. O cara quer vingança. Quer matar todo mundo. Ponto. Qualquer porradaria que sair dali vai ter explicação.
Fora que as lembranças dele durante o filme são muito bem encaixadas. Aos poucos ele vai explicando a razão de ele fazer tudo o que faz. Sem forçar a barra nem nada.

Tudo bem, vamos lá, eu só estou defendendo o filme porque meu espírito pré-adolescente não se dissipou por completo.

Nota 7,0.

Volto daqui a pouco.

55. O Pequeno Nicolas

"Obrigações que valem à pena."

Sinopse: "O garoto Nicolas leva uma vida tranquila até descobrir que sua mãe está grávida novamente. Adaptação do personagem das histórias infantis de René Goscinny e Jean-Jacques Sempé."


Eu já disse aqui que fazer as coisas obrigado não funciona muito bem comigo. Por exemplo, eu deveria ter lido um livro para o curso de francês e simplesmente não li. Não consigo fazer as coisas quando tenho um prazo de validade. Só que eu realmente precisava saber do que se tratava a história. O que eu fiz? Download do filme. Simples, prático e faz qualquer obrigação valer à pena.
Este filme, adaptado da obra de René Goscinny e Jean-Jacques Sempé, sendo o primeiro criador de Asterix e Obelix conta a história de Nicolas, um garotinho altamente curioso, ingênuo e engraçado.
Quando ele acha descobrir que sua mãe vai lhe dar um irmãozinho, entra em desespero e faz de tudo para se livrar do bebê, sem ele nem mesmo ter nascido. O mais engraçado é ver como ele e seus amigos têm idéias absurdas para isso. Até mesmo contratar um gângster.
O interessante é que eu não sou muito fã de comédias, no máximo uma comédia romântica pastelão. Mas nesse caso, esse filme foi muito bem vindo. Não esperava tanto. É uma espécie de volta aos bons tempos, em que Os Batutinhas era meu filme favorito. Se bem que até hoje quando passa na TV eu paro para dar uma olhadinha.
E quanto a Nicolas, ele em si era o que todo ser humano queria ter como irmão, filho, afilhado, o que fosse. Iria querer ter ele por perto. A não ser nos momentos em que você desejaria matá-lo.

É o típico filme para dar uma animada em que não está em seus melhores dias.

Nota 8,0

Volto em pouco.

OBS.: Não encontrei trailer legendado, sorry.
 
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