
Como eu já disse aqui antes, aulas de História sempre deveriam ser dinâmicas como os filmes.
Oliver Stone, um diretor de peso, resolveu contar como mais ou menos se deu o assassinato do um dos presidentes dos EUA na década de 60, John F. Kennedy. O filme em si trata da história de um funcionário de alto cargo do governo (Kevin Costner) que resolve investigar como e por que foram dados os tiros que mudariam a história do país.
Então passamos a ter aí três horas de teoria da conspiração envolvendo CIA, FBI, máfia, comunistas, Fidel Castro, URSS e mais um monte de entidades governamentais às quais temos direito. Só faltou a Igreja.
E sabe qual é o mais interessante desse filme? Ele me deu mais medo que um filme de terror.
De verdade!
Quando cai a ficha do espectador que a Guerra move o mundo e que para que essa indústria não acabe, quem tiver que morrer, vai morrer, ele se assusta. Porque não é ficção, é bem real.
E a gente vivendo nessa ignorância toda.
Tudo bem que estamos falando de um filme, e Stone teve toda uma artimanha para deixar tudo mais em clima de suspense. A trilha sonora, por exemplo, é uma perfeita trilha de Hitchcock (que Deus salve o Mestre!). São momentos de tensão criados que fazem o coração ir até a boca.
Sua maneira de contar a história também foi bem interessante, mesclar cenas reais com a ficção, o ar de documentário com o qual ele conseguiu deixar tudo realmente te faz pensar que você agora já pode responder a uma pergunta de prova sobre o assunto com certeza de acerto. Tudo bem, ME fazem pensar assim.
Além disso, o que era Tommy Lee Jones nesse filme, pelo amor de Deus? Outro ser completamente diferente. Irreconhecível. Está de parabéns.
Por fim, um dos fatos mais interessantes sobre o filme foi sua capacidade de mudar a história real.
Por causa dele, documentos antes secretos do governo vieram a público e o alto escalão do governo após a estréia do filme se reuniu para decidir o que seria divulgado sobre a morte de Kennedy para a população.
Devido a todo esse impacto, merece nota 8,2. Eu estou começando a achar de verdade que minha monografia em Cinema vai envolver O Cinema na Política Estadunidense.
Voltarei. Em breve.







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