"Cheio de altos e baixos. Como tem que ser."Sinopse: "O casal gay Göran (Gustaf Skarsgård) e Sven (Torkel Petersson) conseguiu permissão para adotar Patrik (Thomas Ljungman), um órfão sueco de um ano e seis meses. Mas quando o menino chega, ele não é bem o que eles esperavam. Houve um erro na idade do garoto, e os pais receberam um jovem homofóbico de 15 anos com um passado criminoso."
Depois de milênios sem escrever aqui, talvez Patrik 1,5 não seja a melhor opção pra um retorno. E eu tenho que admitir, vi esse filme há um tempinho. Escrever sobre ele agora fica um pouco mais complicado. Mas tenho que fazê-lo. Então vamos lá.
O filme, como descrito na sinopse, acontece em cima de uma pequena confusão (inaceitável) sobre a idade de Patrik, que faz o casal que deseja adotar um recém-nascido receber em casa um adolescente.
Por um lado, na minha opinião os personagens se tornam meio caricatos devido a isso. Temos o "gay mãe", que deseja um filho mais que tudo e consegue se aproximar do adolescente rebelde. Temos o "gay pai", que é revolto, alcoólatra, já foi casado com uma mulher e tem uma filha, com direito a tatuagem e tudo. Enfim, o macho da relação.
E temos por fim o adolescente rebelde. Que odeia os gays, tem pequenos furtos no currículo, mas, como não podia deixar de ser, possui uma habilidade especial e no fundo tem um bom coração.
Então, cá entre nós, esse filme tem tudo para dar errado.
Só que, diferentemente do esperado, quem assiste acaba sendo cativado por eles. O espectador no fim admira o jeito cuidadoso de Goran, se comove pela situação difícil pela qual Patrik passa e torce por uma mudança de atitude de Sven, o que acredito, deve ser a maior resposta que um diretor pode esperar. Exatamente o que ele quer é que os personagens caricatos te ganhem. E esses me ganharam.
Está longe de ser um filme cheio de qualidades, com um ótimo roteiro, uma história super bem elaborada (pelo amor, né, aqui no Brasil o casal que passasse por uma situação dessas estaria sem o garoto e podre de rico por ter posto o caso na justiça), nem nada do tipo.
Porém, tenho que admitir que o fim do filme foi extremamente marcante. Há muito tempo eu não vejo um filme com temática gay que tenha um final feliz digno. Eu digo digno porque os que tem final feliz em geral são comédias idiotas que não valem à pena serem comentadas.
E eu digo isso do final feliz porque sempre que esse tema é abordado, parece voltamos ao Romantismo, em que ser gay teoricamente se assemelha a ser cortesã. Ou seja, um amor muito bonito mas com morte no fim. (Não é mesmo, Lucíola?)
E outro ponto que eu lembro bem foi a última cena, ao som de "Here You Come Again". Quem conhece a música, entende.
Esses poucos fortes serviram para compensar os pontos fraquinhos. Então minha nota é 7,5.
Volto em breve com mais.







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