"O Iluminado do Novo Milênio"Sinopse: "1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local, ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e anti-éticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Quando um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa."
Bom, vamos lá. Muitas coisas a falar sobre esse filme.
Eu vou começar dizendo que realmente não sou fã do Leonardo DiCaprio. Sinto que ele foi piorando com o tempo, em todos os aspectos. Só que, quando ele se junta com Martin Scorsese, a coisa dá certo. Sabe Deus o motivo.
E nesse filme louco conta a história de um detetive que vai até um hospital psiquiátrico com presos ("pacientes!") perigosos pra cacete para tentar descobrir onde foi parar uma de suas hóspedes.
O interessante de notar no filme é como a história vai de um extremo ao outro em alguns segundos. De uma paciente fujona para uma conspiração de guerra, seguindo a uma espécie de universo paralelo. Tudo muito surreal, mas um surreal bem montado.
Durante o filme, é bem notório algumas semelhanças com filmes de terror que marcaram gerações. Desde trilhas sonoras que chegam a ser absurdas de tão aterrorizantes, o que nos leva ao mestre Hitchcock, à utilização de imagens cortadas e sobrepostas, com efeitos de luz e câmera que me remetiam automaticamente a O Iluminado. Foi um filme "forçado que deu certo". Se bem que qualquer coisa que fuja de adolescentes sendo perseguidos por homens mascarados hoje em dia está no lucro.
Eu gostei bastante do abuso dos sonhos no filme, na idéia de que nada tem que ser concreto, que nada é necessariamente real.
O que eu gostei mais ainda foi da escolha do elenco. Tirando o DiCaprio, que eu implico pela eternidade, as participações especiais foram mais que especiais! Com direito a atores que fizeram somente uma cena e ficaram memoráveis! Acho isso genial, mostra o que um diretor e um ator podem fazer juntos. Congratulando principalmente Ben Kingsley, que para mim sempre teve cara de marido traído, de estrangeiro estranho, mas nunca de psiquiatra vilão.
O único problema na minha humilde opinião foi o seguinte: considerando que a idéia do filme é trabalhar com a psique humana (atenção para as mensagens a la O Alienista, de que a "loucura está do lado de fora"), o fim do filme não me agradou muito. O ideal seria ele deixar o espectador na dúvida, eu penso. De "quem será que está falando a verdade?". Nada deixa as pessoas mais angustiadas que uma boa dúvida, aquilo fica na mente das pessoas até elas chegarem na conclusão que mais as agrada - mas que não necessariamente é verdade.
Fora isso, meus desafetos foram também com alguns exageros, que como eu disse, deram certo mas às vezes me incomodaram. A trilha sonora, por exemplo, que não parou durante todo o filme. Quer dizer, o som causa impacto na cena certa, mas depois de um tempo, quando o personagem, sei lá, está no banheiro, ela não vai assustar. Faltou o "feeling" para saber em que momento o exagero não era mais tão legal assim.
Uma nota? Hmmm... 7.9?
Injusto, eu sei, filmes bem piores já receberam notas maiores, mas fazer o quê... é tudo uma questão de momento.
Bom, até a próxima.







1 comentários:
"Congratulando principalmente Ben Kingsley, que para mim sempre teve cara de marido traído, de estrangeiro estranho, mas nunca de psiquiatra vilão."
HAHAHAHAHAHA
Postar um comentário