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Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

49. O Solista



"Música, loucura, amizade, genialidade. Coisas que não se vê todo dia por aí."

Sinopse: "Steve Lopez (Robert Downey Jr.) é um colunista famoso do Los Angeles Times e vive em busca de uma história incomum. Em um dia como outro qualquer, não exatamente em sua busca por uma matéria, ele ouve na rua uma música e descobre Nathaniel, tocando muito bem num violino de apenas duas cordas. Seu nome é Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), um dos milhares de sem teto das ruas de Los Angeles, ex músico que sofre de esquizofrenia, sonha em tocar num grande concerto e é um eterno apaixonado por Beethoven. Lopez prepara uma coluna sobre sua descoberta e recebe de um leitor, como doação, um instrumento para o músico. É o começo de uma amizade que poderá mudar para sempre suas vidas. Baseado em fatos reais."


Bom, Joe Wright foi o cara que adaptou Orgulho e Preconceito e também Desejo e Reparação (para os desinformados, o último NÃO é de Jane Austen!). Agora ele está em mais uma obra brilhante.

Apesar de não ser com Keira Knightley o filme conta com um elenco ridículo de bom. E que está ainda acima do nível neste filme. Robert Downey Jr. sempre foi e provavelmente sempre será O cara na frente de uma câmera. Ele é dos poucos que consegue ter a combinação "charme em frente a uma câmera + saber atuar". E isso é para muito poucos. Neste filme eleé um repórter que, em busca de uma nova matéria, acaba conhecendo um homem de rua com seu violino, apaixonado por música e que alega ter estudado em Julliard (Jamie Foxx).

Após comprovar ser verdadeira a história, começamos a ver um vínculo se criar entre os dois e um show de interpretações começar, principalmente da parte de Foxx.

O esquizofrênico gênio que ele criou foi simplesmente digno de palmas e prêmios. Os detalhes que sempre deixam tudo mais real foram o forte: as manias, as frases gigantes, a maneira de olhar, nada passou despercebido por ele. Poderia ficar até aqui amanhã fazendo elogios.

Maaaas tenho que elogiar mais o diretor, não é mesmo? Já sou suspeito porque ele é dos que eu gosto tudo o que faz, por mais porcaria que seja.

Gosto de dois fatos em especial: Primeiro que o filme pode ser assistido de três pontos de vista diferentes e em conjunto. Enquanto Downey Jr. está narrando a história, através das falas e olhares de Foxx é possível enxergar outra versão do que é contado. E através da câmera focando os dois, dá pra se ter uma terceira idéia do mundo que eles enxergam. Conseguir passar isso deve ser MUITO difícil. No entanto está lá, de uma maneira que eu sempre quis fazer e nunca soube como.

Segundo: gosto como o filme trata de uma realidade em segundo plano. Como através do mendigo, fosse possível reconhecer um mundo que não deixa de ser real, que é visto, avaliado e ignorado. Os habitantes de rua, os loucos, os relapsos, enfim. Tudo tem sua pincelada, mas nada muito aprofundado. Só para cutucar, só para criticar.

Existem outros pontos fortes, como a "visualização do som", que ele tenta ao máximo permitir; a caracterização do louco fantasiado, sempre travestido de uma maneira diferente; a evolução do enredo, que é mais um daqueles pontos que não são vistos pelos personagens e sim por quem está de fora. Entre outras coisas.

Merece nota 8,6


Esse texto foi por alto devido à pressa, depois volto com mais.


Fui.

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