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Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

13. Sherlock Holmes



"Sherlock Holmes versão ame ou odeie"

Sinopse: "Depois de uma série de assassinatos violentos ligados a rituais, Holmes e Watson chegam a tempo de salvar a última vítima e acabam descobrindo o assassino: o impenitente Lorde Blackwood. À medida que a data de seu enforcamento se aproxima, Blackwood – que aterrorizou os colegas de presídio com sua aparente conexão com forças malignas e poderosas – alerta Holmes e Watson de que a morte não será seu fim e que, na verdade, a execução está prevista nos planos de Blackwood. E quando, depois de todas as indicações, Blackwood cumpre a promessa, sua aparente ressurreição espalha o pânico por Londres e confunde a Scotland Yard. No entanto, para Sherlock Holmes, "o jogo está apenas começando."

Há bem pouco tempo Weena estava aqui falando sobre as obrigações (ou falta delas) que o Cinema deveria ter para com o espectador. Pois bem, eu nunca entendi bem o que ela quis dizer com isso, eu sempre pensei no cinema não somente como Cinema Arte, mas como Cinema Entretenimento também.
Mas Robert Downey Jr. mostrou com esse Sherlock desgarrado (e por que não Jude Law também com seu Watson bem fora dos padrões - especialmente de beleza) que não importa se é Arte ou Entretenimento: nenhum filme é obrigado a agradar ninguém (sabe Deus como estava Arthur Conan Doyle em sua sepultura). E talvez por isso esse tenha me agradado.
Vamos lá, pelo amor de Deus. Um Holmes a favor da violência, envolvido em lutas organizadas? Um Watson alto, esguio, bom de briga e que discute com Holmes todo o tempo? Pois é, nesse filme as regras só existiram para serem quebradas.
Óbvio que nem tudo são flores. Algumas coisas que poderiam ter continuado fora dos padrões insistiram na tradição: as famosas cenas "vamos explicar toda a linha de raciocínio do nosso querido detetive, inclusive usando imagens para os mais lentos" me fazem voltar a minha idéia de Cinema Entretenimento - não se pode exigir muito se o objetivo é agradar a maioria. OK, eu concordo que não são deduções que o público faria por si só, mas eu acho que quem escreveu o roteiro poderia ter brincado mais com a imaginação das pessoas.
Ainda assim, foi muito feliz a atuação do Downey Jr. (ganhou Globo de Ouro não foi à toa, mas hey! Anna está vindo aí para falar sobre isso) e seu Sherlock louco. Ele conseguiu capturar bem a arrogância do Sr. Holmes e tranformá-lo em um personagem arrogante que pode ser arrogante, porque seria um arrogante querido do público.
E não só ele manteve determinadas características do personagem, como também conseguiu adaptá-lo a um novo mundo, converteu um ser anormalmente centrado (característica do investigador nos livros) em um maluco ciumento e até mesmo desengonçado (e quando eu digo maluco, quem viu o filme vai entender). E quem imagina um Sherlock Holmes maluco e desengonçado?
Ele fez o filme valer a pena por completo. Agora espero que a mania de Hollywood de deixar tudo encaminhado para um segundo filme não me crie decepções mais tarde.

Darei nota... 8.7

E agora faltam menos filmes. Sem perder o pique! See ya.

4 comentários:

Weena disse...

Sou muito a favor de cinema entretenimento, adorei Avatar, por exempplo. Mas Sherlock Holmes, sinceramente e apesar de todas as explosões, me deu sono. O Robert tá engraçadinho como sempre, lindo como sempre... Mas achei o filme meio porcaria. Não pretendo ver a continuação.

Weena disse...

Ah, e nem vi Nine ainda, mas o Robert nunca poderia ganhar um prêmio a que o Daniel Day-Lewis estivesse concorrendo.

Maurício disse...

Sabe que eu pensei a mesma coisa? Será que o Day-Lewis leva de novo o prêmio?

Natália disse...

Robert Downey Jr. makes me happy.

E Oscar pro Daniel Day-Lewis de novo? Ai, não! Vamos variar gente, vamos dar uma chance aos outros atores.

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