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26, 27 e 28. Made in U.S.A., Elogio ao Amor e O Dêmonio das Onze Horas



"Somente para maiores de 230 de QI"

Hoje eu farei algo bem diferente. Nada de sinopses e de comentários sobre a cena tal ou o ator fodão. Hoje nós estamos falando de Jean-Luc Godard. Aí a coisa toda é mais embaixo.

Fui convidado por uma amiga querida (e na verdade a mente técnica por trás da criação desse blog) a assistir a uma amostra que está ocorrendo na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro sobre os 80 anos do diretor, e como não conheço muito do trabalho dele, resolvi ir. Afinal qualquer fã de cinema que se preze tem que conhecer alguma coisa dele.
O problema foi que eu não lembrava o porquê de ter visto tão poucos filmes, afinal, eu não ouvi falar da Nouvelle Vague (que em breve ganhará seu espaço aqui) e seus grandes nomes há pouquinho tempo. Só que aí eu lembrei.
Lembrei que tinha medo dos filmes do cara. Medo mesmo. Medo de, por mais que eu tente me aprofundar no assunto, nunca conseguir entender direito o que um diretor pode fazer (e passar) em um filme.
E hoje foi um dia de Godard. Um dia para ficar feliz, pois vi que evoluí com tempo, aprendi a enxergar imagens que antes eram borrões.
Entendem?
A ver uma crítica no que antes era um comentário qualquer; uma ironia em um título, sendo que antes eu me perguntaria "mas qual é o motivo disso, meu Deus?".

Por outro lado, também foi dia de ver que eu definitivamente não sei nada. Zilhões de coisas que antes eu não captava e agora consigo "pescar no ar" ainda não fazem sentido para mim.
Frases entrecortadas por sons externos; uma linha de tempo para a evolução da história que segue de todas as maneiras, menos a linear; a repetição incessante de algumas falas e algumas vezes até das cenas; ou então, é o contrário, um personagem muda de um cenário para o outro sem qualquer explicação. A imagem que some enquanto o diálogo continua, o foco em excesso ou em falta nos atores durante as cenas, o filme sendo contado em discurso indireto! Pelo amor de Deus, tem que ter bolas de aço para contar a história de UM FILME em DISCURSO INDIRETO!

Mas, conversando com essa amiga minha, ela me disse que "é necessário ver os filmes do Godard muitas vezes para você conseguir ir entendendo". E é verdade. Muito provavelmente quando (e se! Não sei se meu cérebro aguenta esse estupro mental várias vezes) eu os vir de novo vou perceber coisas que me passaram loooooonge dessa vez.
Vamos lá, nem tudo são trevas. Existem coisas (poucas) que eu percebi e entendi o motivo de primeira. O amor absurdo pela França representado em todos os filmes (desde uma gravata de Jean-Paul Belmondo até uma roupa completa em azul, branco e vermelho de Anna Karina); a implicância ferrenha com Hollywood (e com os EUA em geral; afinal, brasileiros e mexicanos são americanos. Como se chamam os americanos nascidos nos Estados Unidos?); o gosto por enredos mais satíricos (Pierrot, le Fou valeu meu dia por inteiro!); a fixação pelas obras de Lenin, dentre vários outros pequenos detalhes que muitas vezes são desconsiderados mas que fazem toda a diferença.
Dessa vez eu também vou me abster de dar nota ou deixar qualquer pergunta no ar.
É engraçado que Godard é um dos grandes deuses do cinema (uma vez voltando para casa, eu ouvi a seguinte frase: "(...) mas o cara é muito foda! Ele é quase um Godard!"). Eu realmente me pergunto se as pessoas conseguem capturar o que ele quer dizer, ou se só o fato de elas não entenderem já as fazem transformar o cara em um ser fodástico. Se bem que só por você perceber que ele quis passar algo, por mais que você não saiba o que é, já dá um gosto diferente no filme.
Então dessa vez eu também vou me abster de dar nota ou deixar qualquer pergunta no ar. Não me arriscaria a colocá-lo em uma escala de zero a dez. Talvez quando eu conhecer melhor o Cinema em si. Não hoje.

Então só me resta a despedida. Até a próxima.

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