RSS
Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

29. Sete Noivas Para Sete Irmãos



"Um Faroeste Musical? Que combinação estranha...
...mas divertida."

Sinopse: "Depois que Adam (Howard Kell), o irmão mais velho de uma família de caipiras, volta para sua fazenda com uma noiva, seus outros seis irmãos solteirões decidem ir para a cidade e arrumar seis noivas para morarem com eles na fazenda também."

É legal ver que temas bem atuais eram retratados em musicais dos anos 50.
A começar pelo casamento (que aliás é o tema central do filme, né. É só olhar o título). Eu consigo ver claramente nos casamentos atuais o que o personagem de Howard keel fez com Jane Powell. O casamento por conveniência. Encontrar alguém que substitua a mãe e ainda lave, passe e cozinhe. Casamento por amor? Pff... Se bem que nos musicais antigos, as histórias acabavam em final feliz.
Mas isso não vem ao caso. O filme em si não é o melhor do mundo, mas eu acho que eu nunca vi números de dança em um musical tão bem feitos.
Acho que a dança é a primeira coisa que chama a atenção. Quer dizer, não é a primeira. Enquanto assistia ao filme, minha mãe (mais uma vez) entrou no quarto, me deu um esporro por serem duas da manhã e eu ainda estar vendo filme e em seguida parou do meu lado, dizendo que adorava esse filme em particular. E me falou uma coisa bem interessante, enquanto Jane Powell mostrava todo seu potencial (que, acreditem, não é pouco) ao cantar: "É, não se fazem mais atrizes completas desse jeito. Essa daí sabia fazer tudo, cama, mesa e banho".
E eu, que estou para assistir Nine por agora, lembrei do trailer e pensei que talvez seja verdade. Talvez hoje em dia seja muito fácil colocar uma atriz qualquer (não "qualquer", mas que não seja completa no sentido citado anteriormente) em um musical e fazê-la passar por boa cantora e/ou dançarina quando ela de fato não é.
E até agora eu não consegui identificar se isso caracteriza uma qualidade do diretor ou um defeito dos espectadores. Alguém me responde essa?
Mas então, voltando ao filme. Deixando de lado a capacidade vocal imensa de Jane Powell (que aliás, dominou o filme do início ao fim), esse filme marca MUITO pelas cenas dançantes. As coreografias são absurdas de difíceis (juro que vi Daiane dos Santos se sentindo humilhada ali, e o pior, pelos irmãos em vez de pelas noivas). E ainda assim eles conseguem uma sincronia quase que perfeita. Eu nunca tinha visto isso em um filme.
Fora algumas cenas realmente engraçadas, como as brigas que ocorriam a cada 5 minutos de filme, ou o jeito bronco dos irmãos, a idéis dos nomes de acordo com o alfabeto ou até a percepção que eles realmente encontraram 7 atores ruivos para o papel! (se é que eles são ruivos, minha percepção para cor é terrível.)
Há também uns "ridículos" que se tornam bem aceitáveis (pelo menos na minha opinião) considerando a história do filme. A rapidez do primeiro casamento ("vim buscar uma esposa e não volto sem uma") ou os irmãos raptarem (sim, foi isso mesmo que vocês leram) as garotas por quem estavam apaixonados. Coisas que quando você lê faz uma cara de "sério mesmo que você viu um filme assim?" mas que quando você assiste, te dá vontade de rir. Quer coisa melhor para um domingo à noite?

Nota 8.5

Talvez não se façam mais musicais como antigamente.

Até.

0 comentários:

Postar um comentário

 
Copyright 2009 CINEMA NAÏF. All rights reserved.
Free WordPress Themes Presented by EZwpthemes.
Bloggerized by Miss Dothy