"México que se cuide, Oprah Winfrey chegou."Sinopse: "Claireece Preciosa Jones sofre privações inimagináveis em sua juventude. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, irritada, analfabeta, gorda, sem amor e geralmente passa despercebida. A melhor maneira de saber sobre ela são suas próprias falas: "Às vezes eu desejo que não estivesse viva. Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã”. Uma história intensa de adversidade e esperança."
Preciso ser sincero, Preciosa é um dramalhão mexicano. Pelo menos é um dramalhão muito bem feito. Combinando as artimanhas de Lee Daniels em uma cena ou outra bem esperta (as cenas de estupro, por exemplo, com um take na imaginação de Precious e outro na fritura sendo preparada por ela) com a atuação de Mo'Nique, que, apesar de não ser a atriz principal, merece todos os créditos (afinal de contas, o filme tem um elenco invejável, contando com a presença de Mariah Carey e Lenny Kravitz, que, como atores, cantam muito bem), essa história até certo ponto funciona. Até certo ponto.
Se por um lado é um roteiro que trabalha em cima de um clichê dramático sem sê-lo por completo, por outro não deixa de ser um filme cheeeeio de drama e tristeza com o espectador vendo o personagem principal comendo o pão que o diabo amassou. Há quem chore e há quem fique de saco cheio.
Por isso que eu digo que a Oprah chegou com tudo. É bem a cara dela ser produtora executiva de filmes assim, porque são filmes que vão "chocar" e "dar pena". E ainda conta com a participação especial de Mariah Carey, a mulher que realmente se importa com garotas de 16 anos que são estupradas pelo pai. -NOT
Bom, meus elogios serão um pouco à Gabourey Sidibe, que não teve uma atuação absurda mas bem sólida, acho que mereceu uma indicação ao Oscar. E o restante à Mo'Nique novamente. As duas em cena fizeram as câmeras tremerem.
Só que o fato de as duas estarem muito bem não quer dizer que o filme é muito bom. Ele não é ruim, longe disso. Ele é bem feito, como eu disse. Só que às vezes ele beira o absurdo de tanto drama. E me incomoda que eu tenha tanto a impressão que o objetivo dele seja o despertar da culpa e da compaixão. Se bem que é um roteiro adaptado, né.
Minha nota é 8.6
PS.: Acho que a sinopse é uma boa idéia do que eu quero dizer. Olha as falas da personagem! E aquele fim sobre esperança...
Enfim, fui, mas volto. Oscar chegando, eu preciso assistir aos filmes.







0 comentários:
Postar um comentário