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36. Apollo 13


"Houston, we do NOT have a problem."

Sinopse: "Três astronautas americanos a caminho de uma missão na Lua sobrevivem à uma explosão, mas precisam retornar rapidamente à Terra para poderem sobreviver, pois correm o risco de ficarem sem oxigênio. Além disto existe o risco de, mesmo retornando, a nave ficar seriamente danificada, por não suportar o imenso calor na reentrada da órbita terrestre."

Ron Howard, quando não está fazendo filmes de Da Vincis da vida, possui um jeito bem peculiar de contar uma história, ainda mais quando é baseada em fato real. Só que esse jeito peculiar de contar história me agrada bastante, sabe Deus o porquê.
O diretor de A Luta Pela Esperança e Uma Mente Brilhante gosta de pegar um fato específico na História e adaptá-lo para as telonas, pelo visto. Como em Frost/Nixon, também dele, que mostra a entrevista do presidente Nixon após o escândalo de Watergate, Apollo 13 trata de uma das maiores tragédias (se não a maior) envolvendo a corrida espacial que ocorreu durante a Guerra Fria (como eu digo, quer melhor modo de aprender História que indo ao Cinema?)
É justamente disso que estou falando, a habilidade de Howard de capturar um detalhe da História para contar um todo. Ele sabe fazer isso, acho que é o que faz de melhor, por isso esses são os meus filmes favoritos dele. O leve toque que ele dá ao filme como se fosse uma espécie de documentário deixa tudo mais interessante.
Em Apollo 13, como se não bastasse esses detalhes, os momentos de tensão não acabam. Talvez até para quem conheça o desfecho do enredo. Cenas que são vistas no filme e te fazem pensar: "Putz, se eu estivesse ali já teria pulado a janela". Metaforicamente falando, claro, já que o filme se passa numa nave espacial.
Como eu digo, quando eu não sinto o filme passar, ele merece meu respeito. E foi isso que aconteceu.
E apesar de eu não ter considerado esse o melhor filme do mundo, ou até mesmo do Howard (eu prefiro Frost/Nixon), esse filme com certeza vale o "tempo perdido". Até os atores, que hoje em dia estão meio apagados (Tom Hanks liderando o grupo, que conta com Kevin Bacon, Bill Paxton e Ed Harris), fazem um trabalho bem consistente nesse filme. Com os momentos de tensão do roteiro, não era exigido muito dos atores para que os espectadores prendessem a respiração.

Nota 8,7

É engraçado ver que tem diretores que, mesmo "atirando para todos os lados" são bons em um determinado tipo de filme. E aí, é melhor o diretor se prender àquilo em que ele é bom ou ele deve mesmo tentar sorte em tudo? Hoje eu não saberia responder isso.

Volto em breve.

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