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33. Duplicidade



"Filmezinho difícil"

Sinopse: "Claire Stenwick (Julia Roberts) e Ray Koval (Clive Owen) são ex-agentes, ela da CIA e ele do MI6, que deixaram seus antigos empregos para lucrar com a guerra fria existente entre duas corporações rivais. O objetivo de ambos é encontrar a fórmula de um produto, que renderá uma fortuna a quem patenteá-lo antes. Para tanto eles buscam sempre enganar o outro, usando todos os truques possíveis."

Duplicidade é um filme que trabalha em cima de detalhes. Detalhes de imagem, de diálogo, enfim. Um roteiro feito para espectadores mais atentos, porque quem dá uma viajada... perde alguma coisa.
Eu já fui mais fã de filmes que trabalham com coisas pequenas. Desses que uma cena, uma conversa te faz perceber exatamente o que está para acontecer. Em geral quando isso ocorre, você se sente mais ativo na cadeira da poltrona. Quase como a idéia de que se o caso estivesse em suas mãos, você teria resolvido o problema.
E apesar de nessa história não haver nenhum mistério a ser resolvido, os detalhes fazem diferença. Não que o filme seja ininteligível se alguém deixar de pescar uma coisa ou outra, mas quem percebe algumas coisas de imediato consegue ter uma idéia do que vem a seguir. Como por exemplo, eu tive que assistir ao começo desse filme duas vezes (nada como um pai que pega o filme pela metade e depois volta tudo para poder entender). Na primeira vez eu não havia prestado atenção ao nome das empresas que estavam no avião e por um tempo considerável (mas nada gritante) fiquei meio perdido na história. Até que assistindo pela segunda vez vi que esse detalhe me teria facilitado muito.
Então, hoje em especial essa é minha crítica para com o filme. Como eu disse, ao assistir pela primeira vez não estava tão atento e deixei escapar algumas coisas. E realmente não gostei disso, de não conseguir acompanhar bem só porque perdi uma simples cena.
Quer dizer, o filme é contado aos pingos, cenas de "atualidade" são contadas juntamente à história dos personagens principais, sem qualquer tipo de aviso, o que dificulta muito a coisa toda. Não duvido nada que alguém que tenha se perdido vendo esse filme. E como se não bastasse misturar as cenas, confundindo passado e presente dos protagonistas, ainda há esse abuso de imagens e conversas que se a pessoa não estiver antenada, terá perdido o dinheiro do cinema ou da locação com certeza. Ou até mesmo parar o filme pela metade.
Além disso, por mais que seja legal ver Julia Roberts e Clive Owen juntos novamente, eles não tiveram a mesma química que em Closer, pelo menos na minha opinião. Aliás, eu realmente não acho que ela sirva para filmes policiais como esse. Estou querendo saber até agora o que ela estava fazendo no Globo de Ouro.
Resumindo, esse foi o primeiro filme de detalhes que não me agradou. Não que o filme seja ruim, só o achei meio "metido a inteligente".

Nota 7.0

Eu sou muito legal dando nota.

Volto em breve.

1 comentários:

Anna Dutra disse...

Fato. Vc é muito legal dando nota. Achei esse filme uma porcaria. Totalmente confuso propositalmente a toa porque a história no fim não é nada brilhante. Parece que eles simplesmente jogavam informação e que se dane o telespectador. Filme para fazer pensar não é isso!!!

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