
"Hepburn tão linda quanto sempre."
Sinopse: "Em Paris , Regina Lambert (Audrey Hepburn) está prestes a se divorciar de seu marido quando descobre que ele foi misteriosamente assassinado durante uma viagem de trem logo após ter sacado todo o dinheiro (250 mil dólares) do casal, dinheiro este que agora está desaparecido. Regina é ajudada Peter Joshua (Cary Grant), que pode ou não também ter interesses financeiros em relação a ela."
Não adianta. Para mim Audrey sempre será a melhor atriz existente na face do planeta Terra, por mais que todos a conheçam somente pelo tubinho preto.
Eu sempre tive medo de parar para assistir a esse filme porque pensava que iria fugir à regra. Não é o tipo de filme que a Audrey costuma fazer. Quer dizer, um suspense? Hmmmm...
Mas para calar a minha boca, esse filme se demonstrou mais uma pedida para as "noites Audrey" de qualquer reunião de amigos cinéfilos. OK, não é um Funny Face, My Fair Lady ou Breakfast at Tiffany's, mas os verdadeiros fãs aguentam mais um ou dois filmes numa noite com esses.
É maravilhoso vê-la deixando sua marca registrada em cada fala, ver como a câmera simplesmente ADORA focar em seu rosto e o que eu sempre me pergunto: meu Deus, como essa mulher consegue se vestir tão bem? Quer dizer, até as roupas da vendedora de flores eram maravilhosas! (OK, forcei, mas é fato que ela se veste maravilhosamente)
Outro ponto absurdamente positivo foi ver um Cary Grant estranhamente velho, mas completamente diferente do galã preto-e-branco. A careta dele no fim do filme valeu por tudo!
Além de tudo isso, o filme como suspense foi uma comédia absurda! Umas tiradas super satíricas, vilões super caracterizados (com direito a Capitão Gancho) e um Walter Matthau que em conversas com Audrey renderam boas gargalhadas (espiões/agentes - o seu cigarro não está bom pra você, C.I.O.?).
Eu só não vou elogiar mais porque no suspense o filme não ajuda tanto. Os gritos com a câmera focada no rosto, as cenas de corrida com a câmera variando entre perseguidor/perseguida... Clichê, não? Maaaas... estamos falando de um filme de 1963.
E de inovador, há uma cena de uma quase perseguição de táxi na qual Audrey Hepburn me deu uma idéia muito inteligente para conseguir escapar. (Como se um dia eu fosse ser perseguido por um táxi, né? Hahahaha). Mas foi bem original.
Ainda assim, o ponto alto foi Audrey e a careta do Grant no fim.
A nota então vai ser: 8.4
A pergunta (que ninguém vai me responder) é: Pesando na balança, vale à pena um ator deixar sua marca registrada nos personagens?
É isso, gente. Fico por aqui querendo muitos mais filmes da Audrey no meu 1001.







4 comentários:
'Ok, não é um Funny Face, My Fair Lady ou Breakfast at Tiffany's...'
E o melhor filme de todos, Quando Paris Alucina? Ou A Princesa e o Plebeu?
Aliás, fiquei com muita vontade de assistir esse, atoron cary grant. :)
Meu Dels, eu esqueci dele. (Me dando tapas na cara)
Acho muito que devíamos fazer umas maratonas desse tipo na casa de alguem.
Pode ser aqui! Minha irmã viajou e eu fico abandonada o dia todo!
Sim, a Audrey é demais... Uma ótima atriz. Sim, a câmera simplesmente ama o seu rosto e não há ninguém mais elegante do que ela... Contudo, você sabe bem que eu não sou muito fã dos filmes dela. Perco a paciência fácil fácil com eles. Não vejo nada demais. Nada que você, como tantos outros, vêem.
Mas sabe de uma coisa? Fiquei com vontade de ver esse filme! Vou dar mais uma chance a Audrey...
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