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19. Nine


“Be a singer be a lover / Pick the flower now before the chance is past/ Be Italian/ Be Italian/ Live today as if it may become your last!”

Sinopse: O diretor de cinema arrogante e egocêntrico Guido Contini encontra-se lutando para encontra significado, propósito e roteiro para a sua tentativa de próximo filme. Com apenas uma semana para começar as filmagens, ele procura deseperadamente respostas e inspiração de sua mulher, sua amante, sua musa e sua mãe. Enquanto sua profissão caótica destrói progressivamente sua vida pessoal, Guido precisa encontrar um equilíbrio entre criar arte e sucumbir às suas demandas obsessivas. Baseado no musical Nine, por sua vez inspirado no filme 8½, de Federico Fellini. "Nine" de Rob Marshall (2009). Com Daniel Day-Lewis, Penelope Cruz, Marion Cotillard.




Nine é um filme que tem tudo para dar certo. Elenco de primeira com o diretor de Chicago e baseado no premiado musical homônimo da Broadway nine começou bem com um trailer com cara, cor e cheiro de ganhador do Oscar. No entanto, apesar do elenco dos sonhos [Daniel Day-Lewis, fantástico como sempre, está o típico italiano!] que pode sim cantar [Kate Hudson surpreeendente] o filme não chega a ser um musical marcante. Das músicas somente duas [Cinema italiano e Be italian] empolgam e deixam você sair do cinema cantarolando. E um filme em que o foco é para ser as músicas e danças o que mais me encantou foi a direção de arte bellissima como diria um italiano do já ganhador do Oscar na mesma categoria, também por Chicago, Gordon Sim.
Devo acrescentar mais algumas linhas para elogiar a interpretação de Daniel Day-Lewis com o sotaque perfeito e até o modo de andar de um italiano. O momento que ele fica de barba e cabelo grandes, OMG! Daniel é um dos poucos atores da atualidade que conseguem realmente se transformar em seu personagem fazendo aqueles que não o conhecem nem perceberem que é a mesma pessoa tamanha a metamorfose. Não posso desmerecer no entanto a parcela femenina de peso do elenco que trouxe interpretações fortes e consistentes, porém nada extraordinárias, e vozes lindíssimas algumas até surpreendendo como Kate Hudson que carrega a única canção indicada ao Globo de Ourouma vez que é a única escrita especificamente para o filme.
Como eu já disse Nine é um filme esteticamente bonito. Do cenário do grande teatro a Itália antiga e o jogo de luz e cores é um refresco aos olhos, mas nada mais do que isso. A história tem uma premissa mais interessante do que realmente aparece e apesar das boas interpretações você não consegue se relacionar muito bem com os personagens freando aquele movimento catártico que é tão importante para poder amr-se realmente um filme. Em suma, Nine é um espetáculo, mas talvez fosse melhor mantendo-se aonde ele pertence: nos palcos.

Nota: 7,3 [PS: Devo acrescentar que as notas por aqui andam muito benevolentes]

Agora, o filme nos levar a refletir: Até que ponto um elenco grandioso e com boas interpretações podem carregar um filme?

3 comentários:

Maurício disse...

Ah! Não é que a nota seja benvolente! É que 8 não é uma nota boa, ué. rsrsrsrs u.u

Mas puxa vida, só 7.3? Eu estou doido para assistir Nine, estava crente que iria achar que ele merecia o Oscar em vez de nine e você me vem com uma bomba dessas? Acaba de destruir meu mundo. Aliás, eu já estava me roendo para assitir e fazer a critica dele aqui, eu ja estava dando mais de 9.0 para ele na minha cabeça, sem nem ter visto. XD
A pergunta que eu deixo aqui é: quão influenciável é o "gostar de um filme"? Por exemplo: "ah, o filme é do diretor tal, então vou gostar com certeza" (comigo funciona assim). Será que isso unfluencia muito. Será que se fosse o primeiro filme "daquele diretor" minha opinião sobre ele seria muito diferente?

Mas ainda estou confiante em Nine.

Então, respondendo: eu acho que um elenco realmente bom pode transformar um filme bem ruim em algo assistível. Mas um filme ruim nunca vai ser bom somente pelo elenco. De que adianta um ator ser brilhante se ele não tem um roteiro onde possa "se espalhar"? Como eu disse, existem vários casos de filmes que melhoram bastante por uma ou algumas atuações, mas nesses casos o ator é reconhecido (em geral pelos premios) e não o filme. Resumindo: eu acho que o elenco pode carregar o filme até torná-lo assistível, mas não torná-lo bom. Isso eu já acho impossível.

Anna Dutra disse...

Porra! Se 8 não é uma boa nota eu não sei o que é! qual é a base q a gnt tem q trabalhar aqui? eu achava que era de 0 a 10, mas pelo visto é de 7 a 10! Hahaha...
Quanto a sua pergunta eu acho que, pelo menos comigo é sempre melhor ir não esperando nada do filme. Certos diretores e atores eu vou sabendo q vou gostar do filme, mesmo q ele não se torne o meu filme favorito, mas os demais filmes que eu vou com grandes espectativas normalmente me decepciono. Então prefiro ver um filme pelo qual não dou nada e acabo saindo do cinema com uma bela surpresa! =)

Paula Braga disse...

Eu fui ver esse filme tão sem expectativas que acabei achando muito bom!!! Eu acho que a questão da expectativa também influencia.... por exemplo se beber não case, não sei se achei sem graça pq vi o filme com muita expectativa, jah que estavam falando que era muuuuuito engraçado, ou se realmente acharia sem graça de qq forma...

Com relação ao Daniel Day Lewys, eu não o reconheci!!! É realmente impressionante a capacidade de metamorfose dele...

Soh um comentário: a Kate Hudson pode até ter cantado bonitinho, mas dança muito mal! Reparem que ela não sabe rebolar nada...

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