
"Por que tudo se resume a sexo?"
Sinopse: "Um grupo de TV acompanha o dia-a-dia de seis jovens nova-iorquinos, na intenção de realizar um documentário. Os escolhidos são Tommy (Edward Burns), um produtor de TV bem-sucedido; Maria (Rosario Dawson), uma professora; Ben (David Krumholtz), um músico esforçado; Griffin (Stanley Tucci), um dentista que é casado com Annie (Heather Graham); e Ashley (Brittany Murphy). Eles compartilham suas experiências amorosas e da própria vida, tendo suas vidas conectadas entre si."
Sou um fã incondicional de comédias românticas, e fui assistir a esse filme pensando que seria mais um do gênero, mas foi meio que uma decepção.
Quer dizer, eu gosto de filmes que fazem questão de discutir relacionamentos (muita gente acha um saco, mas hey! é questão de opinião) mas esse se resumiu a uma hora e quarenta de "você já traiu?" ou "nós não transamos mais!" e pelo amor de Deus, né?! Não podia tentar mudar um pouquinho a abordagem?
Quando entrei no menu do DVD, acreditei que esse filme mereceria toda a minha atenção, afinal de contas, enquanto escolho o idioma, estou ouvindo "Cake - Never There" e só ali a trilha sonora do filme já me conquistou (levarei isso em conta na pontuação).
Por outro lado o filme começa com entrevistas de pessoas extremamente frustradas porque foram traídas ou abandonadas ou não tem uma vida sexual legal. Pergunta na minha mente (que eu sempre me faço nessas horas, anyway): "SERÁ QUE TUDO SE RESUME A SEXO?"
Tudo bem que o Edward Burns (também diretor do filme) provavelmente tinha por objetivo a discussão insistente do tema, mas acho que ele não percebeu que beirou o "pelo amor de Deus, troca o disco!". Além do mais, ele não foi tão imparcial assim sobre o assunto, afinal de contas ele montou o próprio personagem para parecer o perfeito príncipe encantado: o cara que é mandado embora pela namorada porque queria filhos, se veste ABSURDAMENTE bem (isso são pontos a favor u.u) mas também é humano porque traiu a namorada beijando outra garota, mas se sente muito mal por isso. Desculpa pela repetição, mas pelo amor de Deus, né.
OK, o filme tem suas qualidades. Britanny Murphy, que o paraíso do Cinema a tenha; uma cena de um cara chamando o táxi e chorando porque a namorada não quis saber mais dele; e como eu disse, Edward Burns se vestindo super bem. Ah, e uma referência a "Breakfast at Tiffany's", além da trilha, claro.
A nota desse filme é: 7.1
A pergunta do filme é: ATÉ QUE PONTO O SEXO É REALMENTE RELEVANTE PARA UM FILME? Não só o sexo discutido, mas até as cenas em si. Até onde elas são inevitáveis? Onde a arte do nu diferencia do banal na história do cinema?
Bom, agora tem outro filme me esperando, que eu acredito valer mais à pena. Volto em breve.







2 comentários:
eu não gosto do edward burns, mas só de ter 'nova york' no título, me deu vontade de ver.
Sabe, eu acho que grande parte das vezes, NA MEDIDA EXATA, o sexo é relevante sim em um filme. Afinal, sexo é relevante para a vida, não é?
Há casais que terminam por falta de "compatibilidade", que não se incomodam em ter pouco tempo para conversar, mas não podem ficar sem isso. Há casais que terminam, mas se encontram às vezes para "saciar a vontade". E o sexo é a única coisa capaz de gerar vida! Já pensou nisso?
Cara, sexo é uma das coisas mais importantes da vida e, bem, não é isso que um filme faz? Retratar vidas?
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