RSS
Bem-vindo ao CINEMA NAÏF. Aqui você encontra as últimas críticas feitas por aqueles que não entendem nada de cinema.

Nossa meta: assistir 1001 filmes durante esse ano de 2010.

25. A Bela Junie



"Um filme tentador. Tenta, tenta, tenta, mas não chega lá."

Sinopse: "Junie (Léa Seydoux) é uma garota de 16 anos que se mudou após a morte de sua mãe. Ela passa a estudar na mesma turma que seu primo Matthias (Esteban Carvajal-Alegria), que a apresenta aos demais colegas. Todos os garotos logo desejam sair com June, mas ela escolhe o mais calado de todos, Otto Clèves (Grégoire Leprince-Ringuet). Porém logo Junie descobre o grande amor de sua vida: Nemours (Louis Garrel), seu professor de italiano."

Costumo ser bastante fã dos filmes do Honoré. "Em Paris" foi meu primeiro filme dele e até agora considero o melhor. "Canções de Amor" me fizeram querer aprender francês para cantar as músicas junto.
Então fui eu todo empolgado assistir a "A Bela Junie" e... fuéfuéfué... decepção. Nem o elenco fixo do diretor conseguiu segurar o filme, que aliás está parecendo os filmes orientais em que o elenco não varia, como se pode ver em "O Tigre e o Dragão/Memórias de uma Gueixa".
Vamos por partes. Em uma história absurdamente enfadonha, Louis Garrel, a definição do borogodó de acordo com uma amiga minha, está simplesmente apagado. Tenho a impressão de que ele acordava durante os dias de gravação pensando: "Não quero ir trabalhar hoje. Ah, vou fazer de qualquer jeito e voltar logo pra casa."
Eu estava aqui a refletir comigo mesmo que talvez todo o sex appeal de Garrel tivesse um motivo. Ele sempre está muito bem quando o personagem interpretado é um adulto (que se acha adolescente) inconsequente e desajustado. Talvez esse seja o forte dele, é nesse momento em que ele se acha e todos os cinefilozinhos suspiram na cadeira do cinema. Mas me bateu um medo agora que ele seja ator de um personagem só. Porque em todos os filmes que interpreta um tipo diferente, como esse em que ele é um professor de italiano, ele me parece completamente esquecível. Espero que não seja bem assim, espero que esse tenha sido realmente o pior filme dele, e só.
Junie, nossa protagonista, é alguém inagavelmente bonita, porém irritante na mesma proporção. Quando a vimos pela primeira vez, ela tem um charme absurdo, mesmo com seus cabelos que parecem que não vêem um cuidado há alguns anos. E até aí está tudo bem, até que ela abre a boca. Ela é simplesmente um personagem chato. Suas dúvidas e sofrimentos pseudo-complexos fazem quem assiste ficar pensando se trancou a porta de casa antes de sair ou que está com muita fome. Atenção zero.
Ela então se torna perfeita para se relacionar com o personagem chato de Louis garrel.
A partir daí, temos então uma surpresa com Grégoire Leprince, o garoto que se mete na relação dos chatos. Eu pensei que seria a pior de todas as suas atuações e que ele nunca conseguiria se livrar de toda a aura gay possuída em "Canções de Amor". E não é que ele estava razoavelmente bem no filme?! Conseguiu dar um "quê" a mais em mais um personagem chato.Não vou nem falar do fim que o personagem levou, simplesmente dispensável.
Já que falei em aura gay, conversemos sobre o diretor. Honoré precisa se livrar dessa mania que adquiriu, agora em todos os seus filmes existe um "núcleo gay". Fica bom em um filme ou outro, mas a minha forma de ver é que essa é a maneira ideal de ele expressar sua sexualidade, por mais que fique perdido no roteiro, como pareceu no enredo em questão.
Mas ele tem lá suas qualidades. O diretor é ás na arte de mostrar uma Paris invejável. Todas as cenas têm um fundo que te fazem desejar estar lá. Além disso, ele tem uma equipe que escolhe uma trilha sonora que sempre me dá arrepios (em um bom sentido). E eu particularmente acredito que uma boa trilha sonora faz o filme.

De resto, nada mais a acrescentar. Novamente voltamos a questão do: quão influenciável é o gosto por um filme? Porque eu gosto muito do diretor, fui acreditando que iria gostar muito... e quebrei a cara.

Nota 6.2

Minha primeira nota baixa. Esperava bem mais.

Vejo vocês depois.

2 comentários:

Natália disse...

"(...)Louis Garrel, a definição do borogodó de acordo com uma amiga minha(...)"

A-to-ron.

ctp3 Philip opv0 disse...

3qhs1zft

viagra

sight care

kamagra 100 mg

cialis 5 mg satın al

cialis 20 mg

cialis 100 mg

glucotrust official website

Postar um comentário

 
Copyright 2009 CINEMA NAÏF. All rights reserved.
Free WordPress Themes Presented by EZwpthemes.
Bloggerized by Miss Dothy