
"Não é tão complicado assim falar desse filme."
Sinopse: "Jane (Meryl Streep) é mãe de três filhos adultos, dona de um restaurante em Santa Barbara e é dez anos divorciada de Jake (Alec Baldwin), Jane se deixa levar pela festa de formatura de seu filho e volta com Jake, que agora está casado com uma garota muito mais nova. Jane vira a outra, e parece viver uma nova paixão com Jake, mas entra em sua vida Adam (Steve Martin), um arquiteto que se apaixona por Jane."
Quando soube que Meryl Streep estaria concorrendo ao Globo de Ouro por esse filme, pensei que seria apenas mais um para enaltecer a potência dessa mulher na frente de uma câmera.
OK, me enganei. E o Globo de Ouro também, só para constar. Só que isso não quer dizer que ela está mal no filme, não. Ela está no ponto. Só que estar no ponto em um filme que é bom, mas não chega a ser fenomenal não é nada que mereça prêmio.
Não é como se ela estivesse esquecível ou algo do tipo, definitivamente ela estava melhor que muita atriz por aí, apesar de eu preferir quando ela faz papel de femme fatale. Só que o que realmente me chamou a atenção foi a química dela com o Alec Baldwin.
Quer dizer, ela formou um casal bem bonito com Steve Martin, que pela primeira vez eu vejo fazendo um papel mais sério. E não é que ele estava bem?
Mas... Com Baldwin, a coisa funcionou melhor. Eles realmente convenceram como um casal de meia-idade se reapaixonando e passando por problemas dessa etapa da vida, que são tratados de forma bem sutil (inteligente da parte de Nancy Meyers).
Antes de começar a falar do filme em si eu quero falar um pouquinho do Baldwin. Eu nunca o considerei um ator brilhante ou nada do tipo. Eu acho que ele se encaixa bem em alguns papéis específicos. Para a sorte dele, esse foi o caso. Ele estava engraçado e até charmoso na medida certa. Ele realmente tem cara de "advogado rico que troca a esposa de quarenta por uma de vinte e depois se arrepende".
E o filme, além dos toques de comédia que funcionaram bem, sem qualquer forçação. Eu gostei de como a história foi levada, com um roteiro não perfeito, mas bem escrito. Os detalhes que tocam no assunto mas não insistem nele para mim foram o mais esperto. Desde a consulta com um cirurgião plástico à consulta com o analista, além do "momento maconha". Problemas mal-resolvidos de pessoas que estão chegando a uma idade mais avançada, que as levam a tomar certas atitudes que não teriam antes me pareceu a mensagem que queria ser passada.
Fora isso, é legal falar também que há uma certa confusão de sentimentos dos personagens, tornando tudo mais interessante. Não é como se o personagem do Alec Baldwin fosse um nojento que só volta a perseguir a ex-esposa para atormentar, quando ela está tentando se acertar com o personagem do Martin. É simplesmente um tipo de filme que é difícil você escolher para quem torcer. É simplesmente complicado (eu não acredito que acabei de soltar essa piadinha).
E quanto às críticas... bem, nada que realmente chamasse minha atenção.
Minha nota vai ser... 8.6
Até mais tarde.
Ah! Alguém que lê isso por um acaso acha legal quando insistem em um casal que dá certo? Tipo a Globo que já está usando o casal da novela das sete pela décima vez, sei lá.
E também, o filme vai ter sua estréia por essas bandas no dia 26 de fevereiro. Com certeza vale uma ida ao cinema.







2 comentários:
quero veeeer!
Cara, eu sou a favor sim de repetirem um casal com química, mas o que me incomoda é o fato de não apenas o casal ser repetido, mas também os personagens e o roteiro. O problema para mim é que na verdade estão vendendo p/ gente a mesma história!!! Agora, se os atores tem uma boa química acho válido apostar nisso para criar um casal diferente!
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